Nos últimos
tempos, muito se tem falado sobre excesso de turismo na Madeira. Embora para
muitos madeirenses pareça evidente que estamos a viver um período em que há
turista a mais para o que estávamos habituados, com reflexo em muitos pontos
turísticos mais conhecidos onde é praticamente impossível não 'esbarrar' com
uma enchente de visitantes de várias nacionalidades, a verdade é que
tecnicamente falando a Madeira está longe do que se pode designar como
"excesso de turismo".
O tema
assumiu uma proporção tal que tem sido debatido a vários níveis, chegando mesmo
ao parlamento regional, onde no final de Outubro entrou um Projeto de
Decreto Legislativo Regional que visa a "Gestão e Controlo dos Fluxos
Turísticos na Região Autónoma da Madeira", da autoria dos deputados da
Iniciativa Liberal e do PAN. Ou seja, pretendem "criar condições para que
tanto os visitantes quanto os residentes da Madeira possam desfrutar de um bom
acesso a todos os locais turísticos".
Explicam,
ainda que "locais emblemáticos como o Pico Ruivo, o Ribeiro Frio, as
Levadas e o centro histórico do Funchal têm enfrentado congestionamentos que
ameaçam a sustentabilidade ambiental e cultural destes espaços. Esta situação
coloca em risco a integridade dos ecossistemas e monumentos, assim como a atratividade
da Região como destino turístico de qualidade", bem como a "qualidade
da experiência turística e a manutenção do bem-estar dos residentes". Mas
há quem diga que a Madeira está a receber turistas a mais do que pode suportar.
Mas será mesmo assim?

