A deputada do
PS-Madeira à Assembleia da República, Sofia Canha, indagou esta terça-feira, 5 de Novembro, o Ministro da Educação, Ciência e Inovação sobre o reforço do financiamento da Universidade
da Madeira (UMa).
Durante a audição Ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, no âmbito do debate na especialidade da proposta de Orçamento do Estado para 2025, na Assembleia da República, a deputada madeirense chamou
a atenção para os constrangimentos que sofrem as universidades insulares, neste
caso a da Madeira, pela falta de verbas necessárias, uma condição, expôs, "que compromete o crescimento da instituição, a
diversificação da oferta educativa e a sua internacionalização".
Registando como
positivo que o Governo mantenha a fórmula de financiamento definida pela
portaria elaborada pelo Executivo socialista, a parlamentar eleita pelo círculo
eleitoral da Madeira lembrou que a ex-ministra do Ensino Superior "celebrou um
contrato-programa com a UMa para a transferência de seis milhões de euros de
fundos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior".
A socialista constata
que o Orçamento do próximo ano prevê o recurso a contratos-programa de
desenvolvimento com as instituições de ensino superior e o financiamento
de projectos específicos, perguntando, por isso, a Fernando Alexandre "em que se
traduz o acréscimo de financiamento para a UMa e que orçamento estará
disponível para o desenvolvimento de projectos específicos da Academia
madeirense".
A deputada do PS
destacou ainda "o papel fundamental que as universidades das Regiões Autónomas
têm em termos de coesão territorial e social", evidenciando que as instituições
da Madeira e dos Açores têm permitido a muitos jovens continuarem os seus
estudos sem os encargos pesados com as viagens e arrendamento no território
continental.
Alertando para os
condicionalismos de quem vive nestas Regiões, Sofia Canha considerou necessário "compensar os custos de vida com medidas fiscais diferenciadoras e com medidas
de acção social e de solidariedade que mitiguem essa condição".
Considerou
ainda que o investimento programado nas residências universitárias, através do
Plano de Recuperação e Resiliência, "é fundamental para acolher estudantes nas
cidades", fazendo notar o facto de, no caso da Madeira, o Funchal ser "uma das
cidades mais caras do país para o arrendamento e compra de imóveis".
