O número de funcionários públicos ao serviço da
Administração Regional da Madeira caiu 0,7% no 3.º trimestre deste ano face ao
trimestre anterior. A 30 de Setembro, contabilizavam-se 21.058 postos de
trabalho, uma diminuição de 457 trabalhadores do que há um ano, traduzindo-se
numa redução de 2,1% que se deveu, sobretudo, à saída de professores.
Os dados foram divulgados pela Direcção Geral da
Administração e do Emprego Público (DGAEP) - entidade responsável pela
compilação da informação relativa aos recursos humanos dos órgãos e serviços da
administração do Estado a nível nacional e hoje publicados no portal da
Direcção Regional de Estatística da Madeira (DREM).
Comparativamente com o final de 2011, a redução foi de 295
postos de trabalho (-1,4%), o que reflecte a baixa variação do quadro de pessoal
com funções públicas afecto ao Governo Regional.
Por sua vez, o Instituto de Segurança Social da Madeira (que
segundo a classificação de unidades institucionais deve ser apresentado
separadamente da Administração Regional da Madeira), contabilizava 1.295 postos
de trabalho a 30 de Setembro último, uma redução de 23 postos (-1,7%) face
ao trimestre anterior. Em termos homólogos, a quebra foi de 67 postos (-4,9%).
Se compararmos com Dezembro de 2011, a diminuição é mais significativa: menos
116 postos (-8,2%).
“A Administração Regional da Madeira, os Fundos de Segurança
Social e a Administração Regional dos Açores foram os subsectores que
apresentaram diminuições de 2,1%, 2,0% e 1,3%, respectivamente, dos postos de
trabalho face ao período homólogo”, assinala a DREM. Os outros subsectores
observaram crescimentos face ao período homólogo, sendo que a Administração
Local (+3,0%) liderou os aumentos, seguida da Administração Central (+0,8%). A
variação média homóloga no conjunto das Administrações Públicas foi de
+1,0%.
Comparativamente ao trimestre anterior, a Administração
Local (+0,8%) foi a única a apresentar um aumento. Os subsectores da
Administração Regional dos Açores, os Fundos da Segurança Social, a
Administração Regional da Madeira (ARM) e a Administração Central apresentaram
decréscimos de 2,3%, 0,8%, 0,7% e 0,6%, respectivamente, superiores à média das
Administrações Públicas (-0,4%).
A análise dos dados referentes ao emprego no sector
institucional das administrações públicas a nível nacional, para o período mais
dilatado - compreendido entre Dezembro de 2011 e Setembro de 2024 - evidencia
reduções apenas nos subsectores dos Fundos de Segurança Social (-17,1%) e da
Administração Regional da Madeira (-1,4%).
Os outros subsectores observaram aumentos, sendo o de maior
dimensão relativa, o operado pela Administração Regional dos Açores (+12,5%).
Na Administração Local (+11,2%) e na Administração Central (+0,9%) também se
registaram crescimentos. A variação média do conjunto das Administrações
Públicas foi de +2,6%.
Professores a sair e quadros superiores a entrar
No que diz respeito à desagregação por cargo, carreira e
grupo, o mais representativo é o do pessoal docente com 27,2%, seguido dos
assistentes operacionais e dos assistentes técnicos, com 26,9% e 14,1% do total
de emprego da ARM, respectivamente.
A saída de trabalhadores nas carreiras de pessoal docente
(saldo líquido entre entradas e saídas de -192), assistente operacional (-169)
e assistentes técnicos (-109) explica o decréscimo homólogo global verificado
no 3.º trimestre de 2024.
As carreiras com aumentos mais significativos foram os
técnicos superiores (+50), os médicos (+21) e os Pessoal de investigação
científica (+9).
Secretaria da Educação com 45,8% dos funcionários
públicos
Analisando a repartição do emprego público por tipo de
entidade, observa-se que no 3.º trimestre de 2024, os Estabelecimentos de
Educação e Ensino Básico e Secundário concentravam 39,1% do total dos postos
(39,3% no período homólogo), seguido das Entidades Públicas Empresariais
Regionais, com 28,6% (28,2% um ano antes) e das Direcções Regionais com 18,5%
(18,4% no final do 3.º trimestre de 2023).
A ventilação por Secretaria Regional (S.R.), mostra que a
S.R. da Educação, Ciência e Tecnologia é a responsável pelo maior número de
trabalhadores, com 9.651 postos de trabalho (45,8% do total da ARM), enquanto
as restantes Secretarias mantêm volumes de emprego compreendidos entre os 286
(S.R. Saúde e Protecção Civil) e os 1 242 (Secretaria Regional da Agricultura e
Ambiente) postos de trabalho.
Funcionários públicos da Madeira ganham 2,5% acima da
média
Em Julho de 2024, a remuneração base média mensal na ARM era
de 1.806,8 euros, superior em 2,5% à média global das Administrações Públicas,
enquanto o ganho médio mensal (que corresponde ao agregado das remunerações de
base, prémios, subsídios ou suplementos) fixava-se em 2.127,7 euros, sendo
também mais alto que a média global em 0,7%, revela a DREM.

Face a Julho de 2023, a remuneração base média mensal na ARM
cresceu 8,0% e o ganho médio mensal, 8,4%.
Empresas públicas perdem pessoal
As empresas públicas que não foram classificadas dentro da
ARM tinham a 30 de setembro de 2024, 1.913 postos de trabalho, menos 82 (-4,1%)
face ao trimestre anterior e menos 54 (-2,8%) em termos homólogos. Face a
dezembro de 2012 (período mais recuado para o qual existe informação para este
tipo de empresas), o número de postos diminuiu em 393 (-17,0%).
Câmaras e Juntas ‘engordam’
Por sua vez, as 11 câmaras municipais da RAM concentravam no
período em referência 3.540 postos de trabalho, mais 48 (+1,4%) que no
trimestre precedente e mais 184 (+5,5%) que no final de Setembro de 2023.
Nas Juntas de freguesia da RAM, trabalhavam 183 pessoas a 30
de Setembro último, mais 2 postos (+1,1%) do que no trimestre anterior e mais 4
(+2,2%) em termos homólogos. Comparativamente com 31 de Dezembro de 2011, as
Câmaras Municipais aumentaram o seu efectivo em 347 (+10,9%) e as juntas de
freguesia em 14 (+8,3%) trabalhadores.
A DREM publica hoje um dashboard
sobre o Emprego Público na RAM.
