"Existem pescadores que no ano de 2024, devido às quotas de
pesca do atum e devido a restrições impostas, trabalharam na actividade
piscatória apenas 2 meses", alertou hoje Ricardo Lume, durante uma jornada de contacto com trabalhadores realizada pelo PCP, em Machico.

O dirigente comunista reforçou que esta realidade é "um drama para os pescadores e
suas famílias", evidenciando que "os mais novos abandonam a actividade" e "os mais antigos têm muita
dificuldade em arranjar outros trabalhos".

Assim, e no sentido de "garantir alguma estabilidade financeira a quem trabalha no mar", o PCP defende a criação de um Fundo de Garantia Salarial Regional para Pescadores, "tendo em conta as especificidades e os condicionamentos que estão a ser impostos à actividade piscatória na Região".

O partido critica ainda o Governo Regional, que acusa de estar "maniatado pelos interesses da União Europeia" e não interessado em garantir a defesa dos interesses da Região no que diz respeito ao sector das pescas.

Os pescadores não podem continuar a tirar o pão da sua boca e das suas famílias, para satisfazer os apetites e as negociatas que existem nos corredores do parlamento europeu com a conivência do Governo Regional e do Governo da República
— Ricardo Lume, PCP