A Direcção Regional de Estatísticas da Madeira (DREM) dá conta que, com base nos dados recentemente divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o valor mediano da taxa de esforço com o crédito para a habitação permanente, em 2022, aumentou face ao ano anterior em todos os municípios da Região Autónoma da Madeira.

"Em 2022, o valor mediano da taxa de esforço com o crédito para
habitação permanente dos mutuários na Região foi de 14,70% (14,49% a nível
nacional) e três dos onze municípios da RAM apresentaram valores medianos
superiores à referência regional. Face a 2021, este indicador aumentou, mas
ligeiramente menos na Região (+1,64 pontos percentuais) que no País (+1,71
p.p). O município da Câmara de Lobos (15,66%) registou a taxa de esforço mais
elevada da Região, seguido de São Vicente (15,66%) e de Santa Cruz (14,80%). Considerando
apenas os mutuários com pelo menos um contrato celebrado em 2022, o valor
mediano da taxa de esforço na RAM, coincidiu com o do País, fixando-se em
19,10%, sendo, contudo, superior ao de 2021 (16,18%)", refere numa informação enviada à comunicação social.

Na RAM, os 20% dos mutuários com taxas de esforço mais elevadas utilizavam
quase 1/4 (23,90%) do rendimento para fazer face às prestações de crédito para
habitação, em 2022 (24,01% a nível do País). Este indicador cresceu face a
2021, quer na RAM, quer no País, pois, neste ano, era de 21,02% e 20,99%,
respectivamente. A análise municipal destaca apenas um município com valor acima
de 25% neste indicador, no caso São Vicente, com 26,14%.

O valor mediano da taxa de esforço com o crédito para habitação
permanente, em 2022, era mais elevado para os mutuários até 34 anos (18,71%),
face aos mutuários com idades entre os 35 e os 64 anos (14,38%) e aos mutuários
com 65 ou mais anos (14,10%). Considerando apenas os mutuários até aos 34 anos
pertencentes à primeira metade da distribuição de rendimento líquido de imposto
(IRS) de todos os sujeitos passivos – rendimentos até 890 euros mensais – em
2022, o valor mediano da taxa de esforço do crédito para habitação ascendia a
26,77% a nível regional (25,87% a nível nacional).

"A mediana da taxa de esforço dos mutuários com contratos de
crédito à habitação envolvendo 2 ou mais mutuários era de 14,15%, sendo 16,73%
para aqueles com um único mutuário. A segmentação por sexo dos mutuários em
contratos de um único mutuário evidenciou taxas de esforço da habitação superiores
para os homens (16,78%) face às mulheres (16,69%)", explica.

O valor mediano da taxa de esforço com o crédito para habitação
permanente dos mutuários com pelo menos um contrato celebrado, em 2022
(19,10%), era superior à taxa de esforço considerando todos os mutuários
(14,70%).