O Grupo Parlamentar do PS visitou, esta segunda-feira, o Lar
da Bela Vista, com o intuito de se inteirar do actual estado daquele
estabelecimento, bem como dos cuidados que são prestados aos utentes. Isto,
depois das denúncias que têm vindo a ser feitas repetidamente por familiares
dos idosos ali institucionalizados.
Na ocasião, a deputada Isabel Garcês lembrou que esta
infraestrutura passou para a esfera privada há sensivelmente um ano e três
meses, na sequência do contrato de concessão assinado entre o Governo Regional,
através do Instituto de Segurança Social da Madeira (ISSM) e a associação
Living Care, e deu conta que, já nessa altura, o edifício se encontrava num
estado de degradação “preocupante”.
Em nota remetida à imprensa, a parlamentar diz ver com bons
olhos as obras de remodelação previstas, mas afirma que as mesmas “pecam por
tardias”, considerando “lamentável” que o Governo tenha deixado o estado do
edifício chegar a este ponto. “É de uma irresponsabilidade que o PS não pode
deixar de condenar publicamente, porque este é um problema que já deveria ter
sido resolvido a montante”, disse a socialista.
Isabel Garcês apontou o facto de, neste período após a
privatização do lar, terem existido dificuldades nos pagamentos aos
profissionais, ter sido mudada a direção do grupo Living Care e existirem
problemas estruturais no edifício, nomeadamente na caldeira, que, de acordo com
a direção, já data da altura da construção do lar, mas que, entretanto, está
desativada por questões de segurança.
“Naturalmente, o PS não pode ficar indiferente a esta
realidade, que tem vindo ao longo do tempo a se agudizar. A responsabilidade da
qualidade do serviço que aqui é prestado é do grupo Living Care, mas também do
Governo Regional e do ISSM. (…) apesar da cedência do espaço, o Executivo não
deixa de ter responsabilidades, pois tem um papel importante na fiscalização e
na garantia de que os utentes recebem um tratamento condigno”.
Enquanto maior partido da oposição, Isabel Garcês lembrou
que o PS solicitou, em março, uma audição parlamentar à secretária regional da
Inclusão Social e Juventude e à anterior e atual direção do grupo Living Care,
para aferir a questões das condições da infraestrutura e dos cuidados prestados
aos utentes, a qual não se concretizou devido à queda do Governo Regional.
Nesse sentido, no passado mês de setembro, o partido voltou a dar entrada no
Parlamento a novo pedido de audição, a qual espera que possa ocorrer
brevemente.
