A primeira assembleia-geral da recém-criada Associação Internacional dos Portos da Macaronésia vai acontecer no dia 11 de Novembro, em Madrid. Isso mesmo é avançado por Paula Cabaço no rescaldo da CAI Conference 2024, que decorreu na passada semana, no Funchal. Será a presidente da APRAM a liderar o primeiro mandato da associação.
A associação é composta pelas cincos autoridades portuárias de Madeira, Açores, Canárias (Las Palmas e Tenerife) e Cabo Verde, sendo que a primeira reunião servirá para definir o plano de actividades para o próximo ano. Além disso, vão tomar posse os órgãos sociais, direção e secretariado, para o primeiro mandato de dois anos, sendo a presidência rotativa por todos os membros, cabendo a Paula Cabaço assumir a liderança no primeiro mandato.
“É um orgulho poder participar ativamente neste processo. Há 30 anos, a Madeira esteve na base do acordo de cooperação com Canárias que deu origem à CAI, e agora estamos novamente comprometidos no desenvolvimento desta parceria, alargada a Cabo Verde e Açores”, diz a presidente dos Portos da Madeira, que faz um balanço “largamente positivo” da CAI Conference 2024.
O evento, que reuniu perto de 80 especialistas da indústria de cruzeiros foi promovido pela APRAM, começou por homenagear os fundadores da CAI, Juan Francisco Martin (Canárias), João Reis (Madeira), Eduardo Alvarez Hamilton (Canárias), Michael Blandy (Madeira) e Franklim Spencer (Cabo Verde), antes de projetar o futuro através dos olhares de Eduardo Cabrita (MSC Portugal), Fiona Noone (Marella Cruises, TUI), Kai Algar (Fred. Olsen Cruise Lines), Amadeu Albuquerque (Mystic Cruises), Rafael Fernández-Álava (Costa Crociere) e Mark Robinson (BC Group).
O encontro serviu para destacar as potencialidades que as ilhas da Macaronésia têm em termos de turismo de cruzeiros. Foi ainda formalizado um um acordo de cooperação ambiental, através da assinatura de um protocolo entre Câmara Municipal do Funchal, CLIA e Portos da Madeira.
“É esse o caminho que temos de apontar. Um novo destino de cruzeiros, que fale diretamente, a uma só voz, com as companhias”, disse Paula Cabaço, num balanço à conferência.
