Honor O’Hea, pianista de excelência,
irlandesa, professora no Conservatório e presidente do Winner Wheel Madeira,
que existe desde 1924 (em Chicago, EUA), salientou o conflito sobre a evolução tecnológica e os sentimentos de insatisfação da sociedade em geral.

Realçou que o efeito de borboleta que se fala que quando
acontece uma coisa numa parte do mundo tem efeitos noutro lado, e meditou o que
podemos fazer pelo mundo, para as pessoas, porque falta de empatia, de
dignidade e de respeito entre as pessoas, tanto em termos globais como em
termos locais.

A falta de tempo que hoje temos é outro problema que a leva a
pensar que a vida é curta e temos pouco tempo para fazer a diferença. O
projecto que ajuda a desenvolver surgiu das mulheres do movimento rotário, hoje
tem mais de 120 mil membros, tem um objectivo de desenvolver a amizade,
compreender o próximo, que deveria ser óbvio, mas não o tem sido.

Estimular
conversas e desenvolver ideias, ajudando diversas associações, este ano versando
sobre o cancro da mama, mas também sobre a menopausa, a oradora realça que o que mais custa mesmo é ver que o mundo está numa espiral negativa e de falta de imaginação das crianças, num mundo em que falta tempo para pensar, para respirar, mas tem esperança que qualquer acção, mesmo que pequena, pode mudar o mundo ou fazer a diferença numa pessoa, numa família, numa comunidade.