“O balanço é extremamente positivo”, conclui Patrício
Fernandes, que nesta 10ª edição do Ecotrail Funchal-Madeira Island foi
responsável pelo teatro de operações e logística com a sua empresa Madeira Way,
especializada em eventos desportivos e de lazer outdoor, nomeadamente o Trail
Running.
“Foi um desafio este regresso, porque estive ligado às
primeiras edições do Ecotrail quando trouxemos esta marca para a Madeira, em
2015, tendo estado ligado à prova até 2017 por via do DIÁRIO Notícias. Por isso
este regresso foi desafio, não só da minha parte à organização, mais na
componente logística, mas também um regresso da própria prova ao centro do
Funchal, opção que tem merecido muito elogios, porque tem uma outra
visibilidade também para os nossos parceiros”, destaca
Reconhece que nem tudo correu na perfeição, razão para
apontar correcções nas situações identificadas, a implementar em próximas edições.
“É certo que este regresso ao centro da cidade colocou-nos
aqui alguns desafios na parte logística, porque com todas as partidas, à excepção
dos 15 km, sendo feitos do centro do Funchal, obrigam-nos a uma maior
logística, especialmente de marcações de terreno e de postos de abastecimento,
mas acho que foi um teste que foi superado, no entanto, há aqui umas correcções
a fazer, umas melhorias, mas é um processo contínuo, nós passamos em zonas que
tínhamos passado nas edições originais, fizemos algumas ligações novas,
acertamos novas colaborações agora neste novo triénio do Ecotrail, de 2024 e
2026, em que há uma maior viragem e consciencialização para a ecologia, para a
sustentabilidade, para uma aproximação mesmo social com as entidades, e são
esses dois pilares que também nós vamos melhorar nas próximas edições”,
garante.
Além da prova em si, Patrício Fernandes destaca as eco
iniciativas promovidas. “Regressamos com a iniciativa dos eco duches,
instalados na Praça da Restauração, permitindo que todos os atletas à chegada
pudessem tomar o seu duche com sabonete natural, e também uma grande iniciativa
que fizemos com a IFCN através do Gabinete de Reflorestação, onde distribuímos
sementes, neste caso da faia da ilha, em que todos os atletas puderam
contribuir para a reflorestação, lançando estas sementes na nossa montanha, e
assim colaborarmos também nesta recuperação dos recentes incêndios”, enaltece.
E porque é praticamente certo que o Ecotrail terá
continuidade no próximo ano, “amanhã (hoje) ou durante a semana, já vamos
começar a trabalhar na próxima edição, com os nossos parceiros e as entidades
que nos ajudam”, aproveitando para também enaltecer o contributo dos cerca de
120 voluntários, com os quais espera voltar a contar em próximas edições. “Porque
sem eles não seria possível, especialmente os voluntários de terreno,
abastecimentos, logística, marcações, segurança, sem os quais não era possível
este evento”, conclui.
