O presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz manifestou, hoje, "total solidariedade aos Bombeiros Sapadores que, a nível nacional,
continuam a lutar por melhores condições de trabalho, pela regulamentação do
horário, pela reforma aos 50 anos, e por um regime de avaliação específico".
"O
vosso esforço e dedicação não podem continuar a ser ignorados. O Governo tem de
ouvir e dar resposta a estas reivindicações justas, pois a segurança e o
bem-estar das nossas populações dependem diretamente da valorização destes
profissionais", escreve Filipe Sousa num comunicado remetido esta tarde às redacções.
"Hoje,
mais do que nunca, é urgente reconhecer a importância e o valor inquestionável
dos nossos Bombeiros Sapadores, que diariamente arriscam as suas vidas para
proteger as nossas comunidades, muitas vezes em condições de trabalho difíceis
e sem o devido reconhecimento", reforça Filipe Sousa.
Na mesma nota, o autarca recorda que a Câmara Municipal de Santa Cruz optou pela transição total para a carreira de Bombeiro
Sapador no no município.
"Fizemos essa transição sem hesitações, ao contrário
de muitos outros municípios que o fizeram de forma faseada. Acreditamos que os
nossos bombeiros merecem respeito e condições justas para desempenharem as suas
funções, e essa decisão foi um sinal claro do nosso compromisso com a classe e
a sua valorização", enfatizou Filipe Sousa reiterando o apoio aos bombeiros sapadores.
Refira-se que, os bombeiros sapadores que hoje se manifestaram em Lisboa já desmobilizaram da escadaria da Assembleia da República, que ocuparam por completo ao início da tarde, constatou a Lusa no local.
Os sapadores exigem um aumento salarial para compensar a subida da inflação, idêntico ao que foi dado em 2023 pelo anterior Governo aos polícias, e um subsídio de risco semelhante ao que foi dado às forças de segurança.
Pedem ainda uma regulamentação do horário de trabalho, a reforma aos 50 anos e um regime de avaliação específico.
Centenas de bombeiros sapadores fardados de todo o país ocuparam hoje às 13:00 as escadarias de acesso à Assembleia da República enquanto a polícia formava um cordão à entrada do parlamento.
Ao fundo da escadaria, os manifestantes incendiaram vários pneus e queimaram um fato de trabalho dos bombeiros, enquanto os gritavam a palavra "vergonha", responsabilizando os decisores políticos pela situação da classe.
