Boa noite!

O artigo de opinião de Pedro Abrunhosa no
‘Público’
de hoje, denominado 'Defender os jornais = defender a democracia', no qual aborda o risco de perda de "todos os títulos e rádios agora detidos pela GMG", deve ao rigor. Deu para perceber que o signatário não tem em sua posse todos os dados
que possibilitam a interpretação honesta de toda a realidade, envolvendo por
isso o DIÁRIO de Notícias da Madeira numa crise que lamentamos, mas que, na
prática, não tem impacto na gestão diária da nossa empresa.

Como meteu indevidamente tudo no mesmo pacote, com as implicações daí decorrentes, importa por isso esclarecer a opinião pública.

1. A
estrutura de propriedade da Empresa DIÁRIO de Notícias da Madeira é
transparente:

NEWSPAR - Multimedia, Lda.

40%

Verbum Media - Comunicação,
Lda. 36,89%

Blandy SGPS,
S.A.
12%

Global
Notícias - Media Group,
SA 11,11%

2. Na
Empresa DIÁRIO de Notícias da Madeira não há salários em atraso, não há
subsídios por pagar e não há qualquer ameaça à estabilidade laboral. Bem
pelo contrário. Em Dezembro contratamos mais dois jornalistas, majoramos
em 20% a tabela salarial dos jornalistas definida no último Contrato
Colectivo de Trabalho e procederemos às devidas actualizações de
vencimentos em toda a empresa. Até porque trabalhámos todos arduamente e
numa dinâmica multimédia para fechar 2023 com números animadores.

3. Por
tal, não é verdade que paire sobre os trabalhadores afectos ao DIÁRIO de
Notícias da Madeira, a ameaça de despedimento colectivo e o requerimento
de insolvência da empresa. Como também é lamentável e abusivo insinuar “um putativo desaparecimento” do DIÁRIO de Notícias da Madeira.

4. Recomendamos
aos articulistas e aos comentadores que abordam a crise na comunicação
social em Portugal a lucidez necessária, o conhecimento de causa e o dever
de contexto, de modo a não envolver no cruel enredo realidades distintas e a respeitar quem tudo faz para honrar os seus compromissos, quer
através do trabalho dedicado, quer por via do pagamento atempado dos
valores contratados e devidos.

5. Manifestamos
a solidariedade a todos quantos na GMG sentem o desempenho profissional
ameaçado e a dignidade humana posta em causa, mesmo que nunca tivéssemos
recebido a mesma atenção quando também passámos por momentos difíceis. E a melhor forma de o fazer é defender o jornalismo de toda a espécie de ligeireza e de ignorância atrevida.

Destes esclarecimentos demos antecipadamente conhecimento ao Director do 'Público', David Pontes.