O presidente
da Câmara Municipal do Funchal, Pedro Calado, anunciou, esta tarde, através de
nota de imprensa, que vai processar judicialmente o líder parlamentar do JPP,
Élvio Sousa, “por entender que já se ultrapassou todos os limites do tolerável”,
com “insinuações ofensivas à família e ao seu bom nome”, que considera “absolutamente
falsas” e que revelam “o carácter ‘rasteirinho’ e vil do personagem”. É a
reacção da CMF às declarações prestadas esta manhã pelo dirigente partidário,
que acusou Pedro Calado de chumbar dois projectos da cadeia de supermercados
LIDL no Funchal e insinuou o favorecimento indirecto da concorrente Intermarché,
que é supostamente representado pelo irmão do autarca, Vítor Calado.
Na nota enviada
esta tarde à imprensa, o presidente da CMF é peremptório ao negar qualquer tipo
de favorecimento: “Não tenho, nem nenhum dos meus familiares tem ligações ou
interesses directos ou indirectos a qualquer cadeia de supermercados. E estou
tão seguro do que estou a afirmar, que levarei o Sr. Élvio Sousa aos tribunais,
para provar e responder pela infâmia das suas insinuações”.
Sobre os
processos da LIDL, Pedro Calado refere que “a população sabe muito bem das
razões pelas quais a Câmara Municipal do Funchal pediu à cadeia alemã para
reformular o projecto para a Praça Severiano Ferraz”. “Não foi a JPP que
descobriu. Fomos nós, Câmara do Funchal, que sempre o dissemos, desde o
primeiro momento. Caberá agora ao investidor decidir quando e de que forma o
irá fazer”, acrescenta.
O presidente
da maior autarquia explica que a própria cadeia de supermercados LIDL já deixou
claro que “não quer que terceiros, nomeadamente o JPP, saibam do seu
posicionamento comercial e, como tal, já pediu ao Tribunal Administrativo do
Funchal para que não obriguem a CMF a entregar os documentos do processo”.
Calado termina dizendo que a Câmara do Funchal respeitará “qualquer decisão,
até porque, como diz a sabedoria popular, quem não deve, nada teme”.
