O homem de 42 anos suspeito de ter assaltado a agência
bancária em Câmara de Lobos na passada sexta-feira já deu entrada no Tribunal
da Comarca da Madeira para ser ouvido em primeiro interrogatório judicial.

O indivíduo, residente em Câmara de Lobos, poderá vir
a responder por um crime de roubo agravado e por um crime de sequestro, visto ter
recorrido a ‘braçadeiras’ para amarrar os funcionários e clientes da Caixa
Geral de Depósitos, ameaçando-os com uma arma de fogo.

Tal como foi noticiado, o homem entrou mascarado na
agência bancária, por volta das 9 horas, de onde roubou 214 mil euros, em notas
e moedas. Colocou-se depois em fuga num carro que estava estacionado a cerca de
200 metros do banco, deixando a população apavorada.

PSP localizou carro e suspeito na noite de
terça-feira

Esteve a monte durante alguns dias, mas conforme
avançou o DIÁRIO, quer o carro utilizado no crime, quer o suspeito, foram
localizados pela PSP na noite de terça-feira, em Câmara de Lobos. Desde o
assalto à mão armada que os agentes da Esquadra de Investigação Criminal de
Câmara de Lobos, em colaboração com as autoridades judiciárias, vinham seguindo
o rasto do veículo, fazendo o rastreio ao longo de mais de 200 quilómetros em
diligências no sentido de interceptá-lo.

Uma vez logrado o cerco ao presumível assaltante, a
PSP informou o Ministério Público, titular da acção penal, que por sua vez
autorizou o Departamento de Investigação Criminal da Polícia Judiciária do
Funchal a executar o mandado de detenção e de buscas que se mostrassem
necessárias para concretizar as apreensões, nomeadamente do dinheiro e da arma
utilizada no crime, o que viria a ser realizado apenas pelas 7 horas da manhã
de quarta-feira, no cumprimento dos termos legais e do processo-crime.

Refira-se que a investigação de crimes desta natureza
– assalto à mão armada ou a instituições bancárias – é da exclusiva
competência da PJ, órgão de polícia criminal ao qual foi delegado o inquérito,
contando para o efeito com a colaboração da PSP.

Isso mesmo foi reconhecido pela PJ do Funchal no
comunicado de imprensa emitido na manhã de quarta-feira.

"A viatura em causa foi localizada, com a relevante colaboração da PSP de Câmara de Lobos, na noite de ontem [terça-feira], parqueada junto à residência do suspeito."
— Polícia Judiciária, em comunicado

Os inspectores conseguiram também recuperar 208 dos
214 mil euros roubados da agência bancária, que “estavam escondidos em vários
compartimentos da casa”, assim como objectos relevantes para efeitos de prova,
tais como o casaco com capuz utilizado no assalto, uns óculos de sol, as ‘braçadeiras’,
um boné e o saco de supermercado onde transportou o dinheiro.

Ricardo Tecedeiro, coordenador do Departamento de
Investigação da Polícia Judiciária da Madeira referiu na quarta-feira que a
arma de fogo que foi utilizada no assalto ainda não foi encontrada, admitindo
poder tratar-se de uma réplica.

Quanto ao suspeito, revelou que o homem não tem
antecedentes criminais e que não ofereceu resistência no acto da detenção.

O suspeito é pai de três filhos menores de idade. Ao
que tudo indica, a mulher está a passar por uma situação delicada de saúde.