O ex-líder do grupo parlamentar do PS-M no parlamento madeirense, André Escórcio, disse ter ficado "perplexo" quando assistiu, "em directo, ao saneamento de um dos melhores políticos madeirenses de sempre, como cabeça-de-lista nas próximas eleições legislativas nacionais".
Em causa está o Congresso do PS-M, onde foi anunciado que Paulo Cafôfo será cabeça-de-lista pela Madeira às Eleições Nacionais
"O Dr. Carlos Pereira, por aquilo que tem sido na defesa da Região, pela sua extraordinária competência em sectores vitais da sociedade é muito mais respeitado entre os seus pares na Assembleia da República do que propriamente entre os que por aqui andam. Não se chega a Vice-Presidente da bancada do Partido Socialista na Assembleia da República sem um passado de reconhecido mérito. Mas é esse mérito que não é tido em conta. Porque fala, porque diz o que pensa, porque entre a qualidade e a mediocridade escolhe a primeira, logo "fizeram-lhe a folha". É triste e vergonhoso", escreveu numa publicação feita no Facebook.
Segundo André Escórcio, "aquele anúncio saneador (não foi o primeiro) ao terminar o Congresso [do PS-M] foi de muito mau gosto". No seu entender, "não era o local apropriado, pelo que teve um significado político maior".
Mas analisando bem as coisas, situação que muito me constrange, não podia esperar melhor. O discurso foi indigente, cheio de generalidades e de banalidades; a história claramente apagada a avaliar pelas presenças; e, quanto ao futuro, um profundíssimo deserto de ideias no contraponto com "48 anos de partido único". Não era o momento para ler um putativo programa de governo, mas de marcar o terreno da alternativa, mostrando a existência de pessoas (quadros) e as concomitantes linhas de actuação ao encontro de uma sociedade de pensamento livre, não dependente, equilibrada e culta".
E conclui: "Isto preocupa-me enquanto cidadão. Resta-me continuar a votar, enquanto dever de cidadania".
Leia a publicação na íntegra:

