O líder parlamentar do CDS, Lopes da Fonseca, na conferência de imprensa desta manhã, afirmou que “a Madeira continua a ter consistente estabilidade social e económica”, acrescentando que o próximo Orçamento Regional conta com a maior receita fiscal de "sempre - 1,2 mil milhões de euros -", o que permitirá investimento, no âmbito do PIDDAR, que rondam os 976 milhões de euros.
Para o centrista, estes são investimentos muito significativos, dos
quais 24% são para a Habitação. “A Habitação leva a maior tranche dos
investimentos do próximo Orçamento para 2024, e isto demonstra que há uma
grande preocupação do Governo Regional neste sector.”
Ainda sobre este tópico, Lopes da Fonseca referiu que o "Governo Regional só não tem feito mais devido às políticas desastrosas do Governo da
República em termos de legislação. E a grande responsabilidade é deste novo
Secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos que, enquanto foi Ministro da
Habitação, implementou medidas desastrosas, nomeadamente o pacote 'Mais
Habitação', medidas que visam, sobretudo, atacar quem tem propriedade privada", lê-se no comunicado enviado à comunicação social esta manhã.
No entender do deputado, estas medidas do Partido Socialista "ficarão na
história como medidas muito gravosas para a Habitação em termos nacionais".
"É importante referir que, com esta receita dos 1200 milhões de euros,
vai ser possível valorizar as carreiras da administração pública. E isto
significa que os funcionários públicos poderão vir a receber mais 34 milhões de
euros em 2024, devido a esta aposta do Governo Regional em valorizar as
carreiras da administração pública no ano corrente", refere o mesmo comunicado.
Relevou ainda que o GR, neste orçamento, "vai apostar enormemente na Economia Sustentável e no Ambiente. E estas
duas áreas vão ter um incremento de quase 42% face a 2023".
Para Lopes da Fonseca, esta é uma aposta muito significativa, na linha
do que a União Europeia tem vindo a aconselhar os governos nacionais, e o
Governo Regional está perfeitamente em consonância com aquilo que a UE tem
defendido.
O CDS considera que todo este clima de estabilidade governativa gera "confiança e é por haver essa confiança que há investimento. Esse investimento
cria emprego. E, por essa razão, temos uma taxa de desemprego na Madeira de 5,7%,
a maior em termos de baixa no país", esclarece a nota enviada.
"Neste sentido, consideramos que os madeirenses e porto-santenses podem
continuar a confiar neste governo e nesta maioria governativa para o futuro
porque o Governo Regional, com este Orçamento, está a salvaguardar, sobretudo
as famílias, as empresas e os mais necessitados", conclui.
