As mais recentes estatísticas vitais
da Madeira, referentes ao mês de Novembro de 2023, apontam para menos óbitos e
mais nascimentos, quando comparado com o período homólogo de 2022.

Os dados da Direcção Regional de
Estatística (DREM), hoje divulgados, dão conta de que, no penúltimo mês do ano
passado, registaram-se, na Região, 182 óbitos, menos 64 do que os registados em
igual período de 2022 (246 óbitos). Nota-se, por conseguinte, um diferencial de
-26%. Neste âmbito, esta análise não pode ignorar o impacto que a pandemia da
covid-19 teve no aumento da mortalidade nos últimos anos. Tanto em 2021, como
em 2020, o número de óbitos na Região, no mês de Novembro, foram igualmente superiores
aos registados no ano passado, respectivamente com 260 e 211 falecimentos.

Na análise feita pela DREM, destaca-se que “a avaliação do ‘excesso
de mortalidade’, que compara os óbitos do mês em referência com a média dos
valores do mesmo mês dos anos de 2016 a 2019, mostra que houve um défice de
mortalidade de 11,9%, reflectindo o facto de, no conjunto daqueles anos, o
número de óbitos ter sido sempre superior ao valor registado em Novembro de
2023”, podemos ler na nota divulgada.

Nota ainda para o facto de, no mês de Novembro último, não
terem sido registados quaisquer óbitos com menos de 1 ano ou fetos-mortos.

E se a mortalidade foi inferior, a natalidade até subiu. Em Novembro
de 2023 contaram-se 181 nados-vivos, quando em 2022, em igual período, nasceram
145 crianças, ou seja, menos 36 nascimentos. Regista-se, pois, uma subida de 24,8%.

“Da diferença entre nados-vivos e óbitos resultou um saldo
natural negativo de 1 indivíduo em novembro de 2023, muito menos penalizador
que no mês homólogo, no qual registou o valor de -101. Nos primeiros onze meses
de 2023, o valor acumulado do saldo natural foi de -947, apresentando um
desagravamento relativamente ao observado no mesmo período de 2022 (-1 242)”,
diz a DREM.