A UMAR/MADEIRA veio hoje a
público lembrar as reivindicações para as pessoas seniores, que comemoram o seu
dia a 1 de Outubro. “Estas reivindicações são ainda
mais importantes se tivermos em conta que um novo Governo Regional vai tomar
posse, e que as mesmas devam ser tidas em consideração, no programa que o mesmo
vai apresentar”, defende a associação em comunicado de imprensa.
“Vive-se cada vez mais, por isso
é necessário e crucial preparar as sociedades para a maratona da longevidade. A
pandemia foi um grande sinal de alerta, e de alarme, para que os países e as regiões
adoptassem planos que protegessem as pessoas mais velhas e as mais carenciadas”,
advoga a UMAR, que pede “mais investimento nas políticas sociais para que o
cenário da pandemia não venha a repetir-se nunca mais”.
“É fundamental
apoiar a que as pessoas se mantenham activas no processo de envelhecimento, e a
ser cada vez mais independentes, autónomas e saudáveis. É necessário garantir
que as pessoas possam viver mais anos com qualidade, prolongando a sua
autonomia e independência. Para que isso aconteça é crucial terem boas
condições de vida e de saúde, e rendimentos adequados através de reformas e de
pensões decentes. Ninguém deve ficar dependente de esmolas e caridade”,
argumenta a associação.
Por outro lado, entende a UMAR que “é urgente
dar-se prioridade ao atendimento público de saúde, a todos os níveis, e ao acesso
a Centros de Dia, melhor apetrechados, com programas inclusivos e com actividades
diversas, internas e externas”.
Neste campo, a
associação define como “medidas fundamentais”: a isenção no pagamento dos
transportes públicos e de taxas no sistema de saúde, finanças e municipais; a redução
no preço dos medicamentos; o acesso prioritário aos exames complementares de
diagnóstico; maior ajuda domiciliária; acesso a Centros de Noite e a diferentes
programas culturais.
“É urgente implementar um
outro conceito de lar de acolhimento que não seja apenas um depósito para
colocar pessoas à espera da morte. Essas pessoas devem ser encaminhadas para
cuidados de saúde especializados. Os lares devem servir para ajudar as pessoas
que ainda conseguem fazer coisas, mas já não conseguem viver sozinhas numa
casa. Acreditamos que se forem ajudadas convenientemente, conseguem manter-se ativas,
com a devida ajuda especializada, e podem ter um papel muito importante, no
registo da memória histórica, e na passagem do testemunho de experiências entre
gerações”.
Numa outra nota, a associação
defende que “devem ser banidos os termos infantilizados como, por vezes, são
tratadas as pessoas seniores, até pelos técnicos de saúde” aos quais é “crucial”
dar “mais formação profissional adequada”.
A UMAR alerta igualmente para a
necessidade de ter mais gerontólogos sociais. “Só assim vamos garantir a
sustentabilidade para todas as gerações. Esta é uma grande questão de direitos
humanos que também está colocada à Madeira. Não é fácil, mas é possível se as
políticas forem adequadas”, sustenta a associação.
“Fazemos um apelo neste dia
para que a idade seja um sinal de respeito e de experiência que deve ser sempre
aproveitada para o bem-estar das pessoas seniores e para o benefício da
sociedade em geral”.
