“Perante esta situação em concreto, nós estamos no terreno a
trabalhar em contactos com a própria companhia, com a concessionária, com o
Turismo de Portugal, também já manifestamos a nossa posição junto do ministro
das infra-estruturas, que tem a tutela da ANAC, e também junto da ANAC”, disse
ao DIÁRIO o secretário regional de Turismo e Cultura, Eduardo Jesus, perante a
ameaça da companhia ‘low cost’ Ryanair de fechar a base na Madeira, caso os custos das taxas dos aeroportos em 2024 não desçam.
O secretário afirma que, “todos os anos”, é manifestado que
a Madeira “não concorda com o mecanismo actual de actualização das taxas”,
afirmando que são “posições escritas e reiteradas”.
A Madeira deixou bem claro qual é a sua posição relativamente
a este processo. Nós queremos que a companhia continue a operar na Madeira e
que encontre aqui todas as condições necessárias para essa operação”
Realça a importância desta operação para o crescimento
económico no sector “em tão pouco tempo”. “Reconhecendo este contributo naturalmente queremos criar todas as condições para que seja possível cá
permanecer e operar de forma continuada e sem estes sobressaltos”, reforçou.
A concluir, Eduardo Jesus
apela à Autoridade Nacional de Aviação Civil que este processo seja visto atendendo às especificidades de toda
a evolução. “Nós saímos de uma pandemia, estamos com uma guerra na Europa, estamos num
período de inflação, que é um período muito pontual da nossa história, que não é
esta regra, por isso não pode ser a referência para a actualização dos custos da
operação”.

