A elevada adesão à greve dos funcionários judiciais obrigou, esta tarde,
à interrupção do julgamento de uma rede de droga que estava a decorrer desde o
período da manhã no Juízo Central Criminal do Funchal (Edifício 2000).

O caso envolve 13 arguidos detidos no âmbito da operação ‘Hot Sound’ da
Polícia Judiciária e que são acusados do crime de tráfico de estupefacientes. Nove
dos arguidos estão em prisão preventiva na Cancela e três em prisão
domiciliária. Alegadamente constituíam um grupo organizado que se dedicava à
aquisição de várias drogas no continente e ao seu transporte e venda na
Madeira. As detenções dos vários arguidos, com idades compreendidas entre os 27
e os 44 anos, foram realizadas em três momentos distintos – Outubro de 2021 e
Fevereiro e Julho de 2022. Numa das apreensões a droga vinha escondida no interior
de colunas de som e noutra a cocaína e o haxixe encontravam-se dissimulados em
termoacumuladores transportados para a Madeira por via marítima. No global,
foram apreendidas 125 mil doses de haxixe e 63 mil doses de heroína.

Este julgamento, com colectivo de juízas presidido por Teresa de Sousa,
teve início na terça-feira da semana passada e foi retomado esta manhã. Mas,
como já referimos, a sessão da tarde foi anulada devido à adesão total à greve
por parte dos oficiais de justiça do Juízo Central Criminal do Funchal.

Tal
como aconteceu há uma semana, as sessões decorrem sob fortes medidas de segurança, com a
mobilização de um grande dispositivo de guardas prisionais.