O secretário regional da Economia, Rui Barreto, referiu esta quinta-feira, 14 de Setembro, aquando da abertura do Balcão Smart Red do Banco Santander, no Funchal, que a economia está a "crescer há 26 meses consecutivos, depois de uma contração de 14,6% em 2020".

"O PIB nominal, na Madeira, vai crescer mais de 25%,
entre 2019 e 2023. Temos a economia a crescer há 26 meses consecutivos, depois
de uma contração de 14,6% em 2020, uma economia que graças à política do
Governo Regional e às medidas implementadas, está a superar muito bem, apesar
de enfrentar uma guerra na Europa, com muitos conflitos, com grande
instabilidade”.
— Rui Barreto.

Referiu ainda que o crescimento não tem sido verificado apenas nos sectores mais tradicionais, como o turismo, mas também nas áreas tecnológicas. "Entre 2016 e 2021, a Região duplicou o número de empresas e quintuplicou o volume de negócios, superando já os 521 milhões de euros em 2021", disse.

Na ocasião, Rui Barreto, que representou o presidente do Governo Regional da
Madeira na abertura deste novo espaço do Santander na Região, começou por
agradecer o papel importante da banca e, particularmente, desta instituição
bancária, na implementação dos programas de apoio ao tecido empresarial no
âmbito das medidas para atenuar os efeitos da pandemia, como a Invest RAM
e a Apoiar Madeira.

“Temos cerca de 63% dos pedidos de conversão em
fundo perdido, o que é muito relevante” disse, aproveitando esta oportunidade para
agradecer ao Santander por ter sido aquele que "maior número de contratos de
crédito firmou junto das empresas".

Sobre o agravamento das taxas de juro anunciado, ontem, pelo Banco Central Europeu, Rui Barreto disse que esta é
“uma penalização para toda a sociedade, para o Governo e para as entidades
públicas que também têm stock de dívida, também para as empresas que recorrem
ao crédito, mas igualmente para as famílias que recorrem ao crédito à
habitação”.

A este propósito, lembrou, ainda, que desde 2000
Portugal deixou de ter política monetária, a qual ficou consignada ao Banco
Central Europeu, que agora fez subir, pela décima vez consecutiva, os juros.
Por isso, disse, cabe ao Governo Regional da Madeira fazer aquilo que pode
fazer, que é usar a política orçamental para ajudar as famílias, de que é
exemplo o programa Reequilibrar, no sentido de apoiar os agregados familiares
que tenham uma taxa de esforço superior a 30%, no valor mensal que pode ir até
aos 200 euros.

Além disso, Rui Barreto aproveitou para lançar um repto às instituições
bancárias para que divulguem este tipo de apoios que o Governo Regional
disponibiliza, mas que ajudem também os seus clientes, aconselhando-os com os
mecanismos que estejam ao seu alcance, como a reestruturação de dívidas, entre
outros.