A Associação Agroecológica e Silvo-pastoril da Região Autonóma da Madeira está preocupada com "o gravíssimo abandono e falta de boa gestão da secretaria do
Ambiente e do seu instituto, na remoção das plantas infestantes e outros
matagais potenciadores de incêndios e degradação da qualidade dos nossos
espaços florestais".

"O processo de limpeza do Paúl da Serra e da sua gestão é o
melhor exemplo de que as nossas constatações conformam cabalmente o desleixo e
incompetência destas entidades", afirmou hoje esta associação, em comunicado, deixando um aviso: "Literalmente a Madeira vive num 'barril de pólvora'”.

"Máquinas paradas, mas cheias de combustível" e a "ausência da Guarda Florestal ou de outras entidades com objectivo de vistoriar" são algumas das questões apontadas pela direcção da referida associação, denunciando que "há três máquinas há mais de quinze
dias paradas e os manobradores não recebem ordens para efectuarem qualquer trabalho".

"As serras de São
Martinho, São Roque, Santo António e tantas outras, vivem infestadas de
giestas, carqueja e outras infestantes", pode ler-se no comunicado, que traz críticas à tutela do Ambiente:

"A falta de liderança desta senhora secretária e a submissão do diretor subalterno do Instituto das Florestas é gravosa e conduz à insegurança coletiva das pessoas e dos seus bens."