O Livre apresentou hoje o seu manifesto eleitoral às Eleições Regionais junto à Sé, no Funchal. O cabeça-de-lista, Tiago Camacho revela que o documento está assente numa lógica de justiça social e sustentabilidade ambiental. Questionado sobre as principais propostas que o partido apresenta aos eleitores a 24 de Setembro, o candidato foca-se no problema da habitação e nos baixos salários que afectam os madeirenses.
Todos os partidos falam sobre estes assuntos, mas estes problemas terão de ser mesmo ponto de ordem da próxima legislatura.
Tiago Camacho defende também que a economia regional não pode estar apenas baseada no turismo. “Temos de ter alternativa, porque a crise económica pode levar à perda de uma parte substancia desse turismo. A Madeira precisa de uma economia alternativa”, sublinha o cabeça-de-lista do Livre. De acordo com Tiago Camacho, as actividades agrícolas e piscatórias podem ser alternativas económicas ao turismo. “A Madeira precisa de uma agricultura sustentável e para isso é essencial chegar à marca de 50% de agricultura biológica”, menciona o candidato.
O cabeça-de-lista do Livre aproveitou a apresentação do manifesto eleitoral para criticar também a gestão da saúde na Região. “Se o Governo Regional não consegue gerir o hospital actual, vai saber gerir o futuro?”, questionou. Neste sentido, Tiago Camacho acrescenta que a saúde necessita não só de mais investimento, mas também de uma maior fiscalização. “Além do investimento e de darmos melhores condições aos profissionais , temos de saber onde se investe”, explica.
Ao nível da educação e utilizando o nome do partido, o responsável adianta que o Livre propõe uma maior liberdade para que as escolas possam decidir os currículos académicos dos estudantes. Para Tiago Camacho, essa é uma forma de impedir o crescimento do abandono escolar. “Só as próprias escolas sabem cativar os alunos e temos de dar todas condições para que estes jovens fiquem na Região”, refere.
Sobre a campanha eleitoral que arrancou ontem, Tiago Camacho esclarece que estará apenas centrado em explicar aos madeirenses o projecto que o Livre tem para apresentar às eleições marcadas para o dia 24 de Setembro. “Nós não entramos nos jogos das impugnações e nas queixas. Não estamos interessados em saber aquilo que as outras candidaturas fazem”, afirma.
À margem da apresentação do manifesto eleitoral do partido, Tiago Camacho pediu ainda ao eleitorado um voto de confiança e prometeu que a campanha passará por muitas localidades da Região. No fim de semana, o líder nacional do Livre, Rui Tavares, estará na Madeira para ações de campanha.
O cabeça-de-lista do Livre espera que haja uma surpresa na noite eleitoral, quando questionado sobre as sondagens que apontam para uma maioria absoluta da coligação PSD/CDS. “O Livre acredita que ainda existe salvação para a Madeira e acredita que está presente nas negociações do próximo orçamento regional”, conclui.
Este texto foi elaborado pelo estagiário João Pedro Santos, sob a supervisão do editor-executivo João Filipe Pestana
