"Querer
fazer acreditar que o que se baixou nos escalões do IRS vai valorizar
significativamente o vencimento, é um logro. Em grande medida essa pretensa
baixa foi absorvida pela inflação". A opinião é de Nuno Morna, cabeça-de-lista da Iniciativa Liberal - Madeira (IL-M).

"Baixar
impostos sobre os rendimentos é usar da prerrogativa que a Madeira tem de o
fazer até a um valor de 30% em todos os impostos. Todos os impostos", diz.

Nuno Morna pergunta pelo IVA: "[Um imposto que] vimos aumentado para 22% por
causa da dívida escondida dos Governos do PSD de Alberto João Jardim? Não
acabou o PAEF no final de 2015, coisa que foi anunciada com pompa e
circunstância por este PSD dito renovado? O tal PAEF que ainda se mantém em
vigor, inclusivamente com um taxamento de 15% sobre o preço dos combustíveis".

Uma Autonomia que se queira verdadeira, a
caminho dos 50 anos, ainda não conseguiu produzir um sistema fiscal próprio de
fiscalidade reduzida, que permita atrair investimento, que crie emprego bem
pago, aumentando assim a qualidade de vida dos madeirenses. Ao
invés criou um Estado pesado, disfuncional, burocrático e mal gerido. Um Estado
onde impera o amiguismo, o compadrio, onde o mérito é visto como uma aberração
e se promove a mediocridade. Uma
fraca Autonomia, que ao fim de quase 50 anos, continua com uma pornográfica
taxa de risco de pobreza acima dos 30% e em crescendo. Uma região onde a
maioria dos que trabalham ganham o salário mínimo. Não podemos continuar a ser
uma terra de salários mínimos. Temos todo o direito de ter o mesmo nível de
vida daqueles que nos visitam.
— Nuno Morna, IL-M

E garante que a IL-M não defende uma "Autonomia de mão estendida". "Propomos uma Autonomia
digna, orgulhosa e sabedora do que é o melhor para si. Uma Autonomia com
responsabilidade", conclui.