A
CDU realizou, hoje, uma iniciativa política, nos Três Paus e na
Viana, nas zonas altas de Santo António, onde os seus candidatos disseram existir a
necessidade de colocação dos esquecidos no mapa do desenvolvimento regional.
Milhares de pessoas estão fora do mapa do
desenvolvimento regional. Na Região Autónoma da Madeira, milhares de famílias
vivem nas zonas dos esquecidos, nas zonas de sofrimento, sem saneamento básico,
sem saúde, sem meios económicos".
Referindo-se
aos factores que estão na base destas situações de desigualdade social e
territorial na Madeira, disse que "está a ser implementada uma
economia de exclusão, concretizada por agentes políticos e económicos sem
escrúpulos, que cria condições desumanas que se abatem sobre pessoas que
já vivem em condições precárias, designadamente para o povo das zonas
altas".
Segundo
o cabeça-de-lista da CDU, "estas são situações geradoras de desordem social e
provocam um crescente mal-estar social.
De
acordo com Edgar Silva, na Região Autónoma da Madeira, "em lugar do crescimento
social, há uma desordem social e política que agravam a injustiça social e
agravam a pobreza".
Nesta Região, a situação de desigualdades e
exclusão social tem sido intensificada. Figuramos nos últimos lugares nas
estatísticas sobre qualidade de vida da população. Em termos de riqueza
material e qualidade de vida do povo, há uma altíssima taxa de concentração de
riqueza nas mãos de poucos".
Para
a CDU, "a desigualdade e a exploração não são uma fatalidade".
É possível viver
melhor na nossa terra".
E concluiu: "Diante deste cenário do aumento
da vulnerabilidade social é preciso concretizar processos de
transformações sociais. As ultraperiferias sociais requerem a realização
de uma profunda mudança na sociedade actual. É necessária uma
política alternativa. E essa alternativa, pelo que comporta de definição
de prioridade às urgências do povo das zonas altas, só a CDU está em condições
de a concretizar".
