No âmbito da Semana da Cultura Popular e Tradicional, que
iniciou hoje, na Ponta do Sol, foi inaugurada a exposição ‘Ah…isso era do meu
tempo’, da Escolinha de Folclore de Ponta do Sol.
Esta mostra reúne os trabalhos realizados no âmbito da
Escolinha de Folclore daquele concelho, sendo este um projecto direcionado aos mais
novos e que conta com 23 crianças. Na ocasião, o secretário regional do Turismo e
Cultura, Eduardo Jesus, enalteceu o trabalho realizado pelo grupo, assim como a importância de
transmitir a tradição às crianças. “Este é um trabalho de valor porque nós não
podemos permitir que os nossos hábitos, os nossos costumes, as nossas tradições
sofram alterações por facilidade de quem promove a cultura. Que este critério,
que há aqui sempre definido como norte da associação, deixe uma grande
diferença”.
António Vale, presidente do grupo de Folclore da Ponta do
Sol, explica que o objectivo desta exposição, que estará patente até 10 de
Setembro, na Sala Multiusos da Câmara Municipal, é dar a conhecer à população o
“trabalho que está a ser desenvolvidos pelas crianças”.
Admite que é cada vez mais difícil atrair
jovens para este género de actividades: “Ter crianças a entrar no grupo aos 12
e 13 anos é muito difícil. Os jovens já estão em múltiplas actividades e,
muitas vezes, têm vergonha. Com as crianças a vergonha desaparece. Aos 4, 5 e 6
anos é muito mais fácil”.
Eduardo Jesus aponta que trabalhar com crianças “é o desafio
maior”, mas a Escolinha de Folclore de Ponta do Sol tem conseguido atrair
crianças para o projecto. “Diz-se que educar uma criança é o maior desafio que
é colocado, hoje em dia, nas nossas vidas e conseguir, através das escolinhas e
através da cultura e do conhecimento popular, atrair as crianças para esta
dinâmica é extraordinário”.
Ainda Sidónio Pestana, vice-presidente da autarquia, que
esteve na inauguração desta exposição, realçou a importância de transmitir e
fazer perdurar as tradições, como o folclore. “Nós sabemos que os actuais
elementos do grupo folclore não vão estar para sempre no grupo e é sempre preciso
esta renovação. Esta faz-se sobretudo, nestes tempos modernos, com o passar das
tradicições e destas actividades aos mais novos porque, se não for assim, eles
têm uma panóplia de atracções mais actuais, digitais e não só e é muito
importante esta actividade incentivar os mais jovens a perdurar no tempo e a
guardarem estas tradições”.
A concluir, Eduardo Jesus valoriza o trabalho realizado no município
da Ponta do Sol, que tem vindo a comprovar o seu trabalho no folclore: “A Ponta
do Sol tem vindo a se afirmar no mundo do folclore de uma forma muito séria, onde
a investigação que faz promove o rigor que é depois comungado pelos vários
grupos de folclore aqui na Madeira”.
A Semana da Cultura Popular e Tradicional da Ponta do Sol
encontra-se integrada nas Festas da Ponta do Sol e tem como ponto alto da
semana, o 31.º Festival Internacional de Folclore da Ponta do Sol, que conta
com a participação de grupos folclóricos regionais, nacionais e estrangeiros.
