O Chega-Madeira realizou hoje acções de proximidade e auscultação da população, como tem vindo a desenvolver
nesta fase de pré-campanha eleitoral, desta feita na Festa Gastronómica do Caniço, onde membros da candidatura às regionais de 24 de Setembro puderam apontar o dedo ao Governo Regional e acusar o Executivo de ser "especialista em corrupção e criar pobreza".

Na festa que decorre naquela
freguesia até segunda-feira, o cabeça-de-lista e restante comitiva "ouviram inúmeras preocupações
sobre vários temas, em especial a presente situação económica na Região", diz um comunicado de imprensa. "Questionado sobre o
teor das conversas realizadas, Miguel Castro, presidente do Chega-Madeira e
cabeça-de-lista do partido às eleições legislativas regionais, sublinhou os
sentimentos de preocupação e até de consternação que encontrou em muitas das
pessoas com quem falou", refere.

E citado, disse: "É óbvio que as pessoas estão preocupadas, estão desanimadas
e nutrem, quanto ao futuro, grande preocupação, não só porque se sentem cada
vez mais pobres e exploradas, mas também porque receiam o que vai acontecer aos
seus filhos, ponderam sobre como é que eles vão viver, questionam onde é que
eles vão morar e perguntam de que forma vão fazer frente às pesadas exigências
do dia-a-dia. As suas dúvidas são as dúvidas de uma vasta maioria de cidadãos madeirenses
e portosantenses, que, apesar da propaganda eleitoralista do governo, não têm razões
para sorrir."

No mesmo tom, Miguel
Castro "aponta que as palavras que lhes foram transmitidas por inúmeros cidadãos
no Caniço, vão totalmente ao encontro do que lhe tem sido dito por centenas de outros
cidadãos com quem a campanha tem falado em vários pontos da Região". E apontou: "As
pessoas vêem nas notícias o governo a afirmar que a Madeira é uma região rica e
certas empresas a anunciar lucros de centenas de milhões, mas, depois, olham
para as suas próprias vidas e percebem que as palavras do governo não são
verdade e que os lucros das empresas amigas do regime não melhoram a vida de
quem trabalha. Pelo contrário, o fosso entre ricos e pobres é cada vez maior e
aqueles que trabalham de sol a sol sentem que a vida está cada vez pior. Só não
percebe isto quem passa a vida a vender inverdades e quem tem medo de vir à rua
ouvir o Povo, como é o caso do governo regional."

A juntar a isto, o
líder o Chega-Madeira afirma que "o sufoco que tantas famílias sentem não é o
fruto do acaso, mas a consequências das políticas desumanas e das prioridades
erradas que têm vindo a ser implementadas nos últimos anos pelo governo do PSD". E volta a citar em discurso directo: "A Madeira é uma das regiões mais pobres do país e isso não se deve ao facto de
não termos capacidade para mais. Isso resulta de muitas décadas de políticas
erradas e de prioridades inadequadas, que levaram à riqueza dos amigos do
regime e à pobreza das famílias que trabalham. Pelo meio, foram criados
compadrios, redes de interesse e esquemas vergonhosos de corrupção, que, ainda
hoje, ajudam certos políticos a irem de falidos a milionários em poucos anos. É
uma vergonha para todos nós que aqueles que trabalham estejam cada vez mais
pobres, ao passo que certos políticos e os seus estimados amigos estejam cada
vez mais ricos."

A concluir, Miguel Castro "reforça o compromisso do partido com o combate à corrupção,
que considera uma das principais razões para as assimetrias que se agravam na
Região". E atira: "As grandes especialidades deste governo são a corrupção e a criação de
pobreza. Nesses dois aspectos, não há quem os vença. Mas, connosco, não
passarão! Por isso, pedimos aos eleitores que confiem no nosso projecto, que
nos dêem a oportunidade de entrar na Assembleia e, de lá, combater a corrupção
e o compadrio que secam o erário público e têm levado à desgraça de tantas
famílias."