Tomás Lacerda viveu hoje um dos melhores dias da sua vida,
não só como atleta, mas também como homem.

O jovem madeirense tornou-se na primeira pessoa a completar
a travessia entre o Porto Santo e a Madeira ‘em cima’ de uma prancha de Stand
Up Paddle.

Num percurso entre o porto do Porto Santo e a Praia Formosa,
que começou pelas 7 horas, numa distância de 44 milhas náuticas (81 km) Tomás
Lacerda completou o seu desafio, pessoal, em 11 horas e 46 minutos.

À chegada à praia formosa, e já em terra, rodeado por amigos
familiares, patrocinadores e entidades ligadas ao Governo, Câmara Municipal do
Funchal, Capitania do Porto do Funchal e Sanas, Tomás Lacerda não escondia a
enorme alegria por cumprir o sonho de fazer esta travessia.

“Foram 81 quilómetros e quase 12 horas no mar, mas sem
dúvida que foi um dos melhores dias da minha vida”, Foi sofrido mas o sofrimento faz parte da vida de um atleta”.
— Tomás Lacerda

“Foi inesquecível este dia, e por alguns momentos passou-me
pela cabeça que poderia não conseguir, muito devido a alguma fadiga, mas a
verdade é que consegui concluir e ainda para mais tive o privilégio de ter a
companhias de bons amigos nesta recta final da travessia”, acrescentou.

Falando um pouco da sua ‘aventura’ Tomás Lacerda admitiu que
houve dois momentos bastante difíceis na travessia.

“Houve dois momentos em que foi difícil de ultrapassar,
nomeadamente a passagem pela Ponta de São Lourenço e depois a passagem pela
zona do Porto Novo onde tive vento contra, quase até ao Garajau. Estou muito
feliz, sinto-me realizado e quem sabe daqui a alguns anos venha bater um
recorde.”

No final e não esquecendo que esta iniciativa tinha como um
dos principais propósitos apoiar uma causa solidária, nomeadamente o Núcleo
Regional da Liga Portuguesa Contra o Cancro, e que veio a contar com 400 euros
em apoio, o madeirense fez questão de frisar que “esta travessia era um sonho
que tinha com o meu pai e isto também é um homenagem a ele que lutou contra um
cancro e que teve sempre muito apoio da Liga Contra o Cancro”.

“Se há pessoas quem lutam contra um cancro, porque não eu
lutar até ao fim. E assim foi. E isto é também para aqueles que perderam alguém
que lutou contra um cancro e para aquele que lutam contra o cancro.