O
Marítimo da Madeira Futebol SAD emitiu um comunicado, no seu site oficial,
relativamente aos despachos do TAD sobre as Providências Cautelares que tinha a
SAD maritimista colocado naquele Tribunal Arbitral. Diz o Marítimo que “no passado dia 30 de Junho, a Liga Portugal comunicou
oficialmente quais foram as sociedades anónimas desportivas licenciadas para
participar nas competições profissionais organizadas pela mesma, nomeadamente a
Liga Portugal BETCLIC e a Liga Portugal 2 SABSEG”.

Neste contexto, lê-se no comunicado que “por entender que o
Boavista FC-Futebol, SAD e o Clube Football Estrela, SAD, não reúnem os
pressupostos necessários para participar na competição para a qual foram
licenciadas, a Marítimo da Madeira – Futebol, SAD, intentou providências cautelares
contra as decisões de licenciamento das mesmas, por parte da Liga Portugal,
junto do órgão competente, o Tribunal Arbitral do Desporto”, sendo que “foi
ontem notificada do indeferimento de ambas as providências cautelares
intentadas”.

Considera
a SAD do Marítimo que, “de acordo com a análise efectuada, ambas as
providências cautelares foram indeferidas com base em pressupostos formais”,
pois “o TAD considerou intempestiva a providência cautelar interposta contra o
licenciamento da BOAVISTA FC – FUTEBOL, SAD e ilegítima a providência cautelar
interposta contra o licenciamento da CFEA – CLUB FOOTBALL ESTRELA, SAD”, sendo
que .”as decisões proferidas pelo TAD são recebidas pela MMFSAD como fazendo
parte de um processo global de defesa dos seus interesses. São decisões
proferidas em sede de 1ª instância, cujo conteúdo e enquadramento jurídico será
dissecado com o rigor necessário, em conjunto com os seus advogados”.

O
Marítimo da Madeira Futebol SAD adianta ainda, no comunicado, que “na conclusão
desta análise, tomará as decisões que melhor defendam os seus interesses,
nomeadamente a firme convicção de que, ao contrário de outras sociedades
desportivas, a MMFSAD deveria ter sido licenciada para participar na Liga
Portugal BETCLIC”.

Por
fim, o Marítimo assegura que “nunca, em momento algum, procurou, procura
ou procurará fora de campo o que não consegui(r)mos dentro dele. Em simultâneo,
a MMFSAD nunca, em momento algum, abdicará de pugnar pelo primado da Lei,
dentro e fora de campo. Num Estado de Direito, fiscalizar é um Direito e um
Dever. Sinalizar ilicitudes, ou suspeitas de ilicitudes, também. A Justiça só é
cega como metáfora”.