Na primeira abordagem
do treinador do Marítimo enquanto equipa de II Liga e na casa do rival
Nacional, Manuel Tulipa sublinhou ser este “o primeiro jogo de uma competição
nova para nós e que não faz muito a nossa história”, mas assegurou ter o
Marítimo se preparado para este dia. “Conhecemos o nosso adversário, mas sem
termos um leque de grandes referências, que se resumiram praticamente a dois
jogos [para a Taça da Liga]. Sabemos que as equipas, por esta altura, ainda não
estão completas e ainda procuram fechar os seus plantéis, mas achamos que
estamos preparados para o jogo, em que queremos ser uma equipa adulta e, acima
de tudo, uma equipa a controlar o jogo”, sustenta.
O facto de
começar a competição a disputar o dérbi da Madeira, até há pouco jogado na I
Liga, não passa ao lado do treinador do Marítimo. “Vamos jogar com um
adversário da mesma região, que é o nosso rival, o que nos obriga a respeitar
aquilo que é também a história do nosso adversário. Contudo, temos que ter
consistência naquilo que preparamos durante estas cinco semanas e sermos
Marítimo, ou seja, levarmos para o jogo a ambição de querer vencer”, sublinha o
técnico.
O treinador do
Marítimo assegura que “estruturamos uma equipa com elementos novos, com um
treinador novo, com uma ideia nova e tudo isto carece de algum tempo e de
alguma consistência”
“Mas acredito
muito nos jogadores que chegaram e nos que permaneceram e, acima de tudo,
naquilo que é o nosso caminho. Neste percurso foram vendidos dois activos muito
fortes [Vidigal e Mosquera], ficamos com gente que também tem capacidade para
poder jogar a outro nível, mas o futebol é isto e o nosso problema foi não ter
ficado na I Liga. Agora, enquanto equipa é conseguir alcançar o objectivo
traçado e esse nosso caminho não pode mudar, nem pode oscilar em função de um
resultado menos positivo ou menos conseguido”, reforça o técnico português.
Os adeptos
igualmente não passaram ao lado do técnico maritimista nesta sua abordagem à
estreia na II Liga e que já prometem muito apoio neste primeiro embate da
equipa. “O que não aconteceu de bom ao clube na época passada não foi pelos
adeptos. Eles estiveram sempre presentes, deram uma resposta enorme e queremos
que façam parte da nova história do Marítimo, porque de trata de uma adaptação
a um contexto diferente”, alerta