"O PS não tem
carácter", afirma o líder da JSD/Madeira, em jeito de reacção à
mais recente promessa eleitoral de Sérgio Gonçalves, que pretende apoiar os
custos de alojamento, suportados pelas famílias madeirenses, dos estudantes que
se encontram deslocados em território continental.

Num comunicado remetido, este domingo, à redacção, o social-democrata lembra "a proposta de lei
apresentada pelo PSD/Madeira à Assembleia da República, e chumbada pelo PS há
menos de 15 dias, em que para além de outros direitos, os social-democratas
propunham que 3,5% das vagas nas residências universitárias, em todo o
território nacional, fossem afectas a estudantes universitários oriundos da
Madeira".

Bruno Melim diz que “não é compreensível quem, há menos de 15 dias,
chumbou uma proposta de Lei à Assembleia da República onde se salvaguardava um
número mínimo de vagas nas residências universitárias para os estudantes
madeirenses, venha agora propor uma solução às custas do orçamento
regional de uma responsabilidade que é da república”.

Para o também deputado na Assembleia Legislativa da Madeira, "esta é uma situação exemplificativa do oportunismo político
do maior partido da oposição."

Quem após ter chumbado uma proposta desta natureza
vem apresentar uma medida destas revela, pelo menos, duas coisas: uma atitude
cínica e hipócrita face aos problemas das novas gerações em matéria de
alojamento e, ainda, uma incapacidade atroz de, reconhecendo uma necessidade,
influenciar o Governo do seu partido na resolução desta problemática
— Bruno Melim

O parlamentar madeirense afirma ainda que esta
promessa eleitoral "ilustra a impreparação do líder do PS/Madeira nas matérias
relacionadas com a Juventude".

O líder da JSD/M recorda, a propósito, que "o actual regime de bolsas de estudo do Governo Regional
da Madeira já contempla, no cálculo da bolsa, um valor diferenciado mediante o
sítio para onde o estudante se irá deslocar".

“Para efeitos do cálculo da bolsa
de estudo, a Região já diferencia, no valor da bolsa de estudos, o estudante
que está deslocado em Lisboa e no Porto, daquele que está em Coimbra ou Leiria
ou no estrangeiro, com valores superiores aos agora propostos”, reforça o líder
da JSD para quem "esta manobra política representa o desespero eleitoral de um
partido que utiliza as vulnerabilidades das novas gerações e das suas famílias para
ganhar votos".