Na sequência de uma visita da equipa do partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN) da Madeira a Santa Cruz, onde "ouviu denúncias de abandono, solidão, pobreza, mutilações
de árvores, esquecimento da cultura, falta de escola secundária e de limpeza
urbana, das serras e do mar".

Numa nota divulgada pelo PAN, assinada pelo porta-voz na Região, relembram que "em 2012 as
Nações Unidas instituíram o Dia Internacional das Florestas, com o objetivo de
alertar para a importância de se preservarem estes ecossistemas e para
incentivar os países a encetarem esforços locais, nacionais e internacionais
para protegerem as árvores".

Contudo, lamentam que "na Madeira
esta e outras datas de defesa ambiental são datas 'folclóricas', onde os
diferentes titulares de cargo público fazem discursos de circunstância sobre a
importância das natureza e nos dias seguintes voltam a cortar árvores,
acimenta-las ou podá-las de modo absurdo, como tem acontecido um pouco por toda
a Madeira nos últimos anos, onde os cedros dos himalaias foram acimentados na
Camacha, no caniço a árvore frontal ao centro de saúde foi mutilada, na levada
dos ilhéus no Funchal foram decepadas e na Madalena do Mar, na Ribeira Brava,
na Calheta igual, etc., etc.", aponta.

Em Santa Cruz, no Largo
Conselheiro Aires de Ornelas, respondendo a perguntas de jovens, o porta-voz do
PAN referiu: "Não tenhamos ilusões, sem qualquer regulamentação que proteja o
arvoredo urbano, será muito difícil que a Madeira e Portugal consigam cumprir
as metas de descarbonização com as quais se comprometeram no âmbito da União
Europeia." E acrescentam que "outros populares questionaram Joaquim José Sousa sobre o acimentar
das árvores, ao que este respondeu que 'é uma barbaridade, é impensável que
alguém faça ou defenda uma coisa como esta' é o desnorte, a Camacha está vetada
ao abandono", critica.

Joaquim José
Sousa, citado na nota, referiu que "infelizmente não é só na Camacha, pois pessoas de toda a Região têm mostrado a sua indignação seja nas suas redes sociais seja nas redes
sociais do partido com as podas excessivas, partilhando fotografias de árvores
mutiladas. Ao PAN chegam relatos quase diários de atropelos ambientais. O porta-voz do PAN referiu que considera essencial que os municípios tenham nos
seus quadros arboricultores e que sejam adotadas 'Boas Práticas de Gestão do
Sistema Arbóreo Urbano'", frisa.

Também é referido o caso de Luís
Camacho, que salienta que "existe na Madeira uma profunda falta de conhecimento, e até de amor,
pelas árvores, sendo esta 'insensibilidade' que está na origem das podas
excessivas e mal feitas, deixando as árvores 'completamente amputadas', 'também
o que se passa aqui com os Cedros dos Himalaias nunca vi em mais lado nenhum,
aliás quem é que de perfeito juízo acimentaria uma árvore'", refere a nota.

Já o PAN entende que "do
acimentar das árvores considera que não vale a pena falar porque é a todos os
títulos incompreensível, relativamente às podas e aos abates considera que as
mesmas sejam feitas por arboristas e os critérios sejam mais apertados, de modo
a serem evitadas as 'podas excessivas' e as 'intervenções drásticas' que vão
conduzir à morte da árvore, pois na realidade não configuram podas e acabam
mesmo por ditar a morte das árvores". E acrescenta: "Assistimos
ainda ao cúmulo do desrespeito pelas árvores quando estas são abatidas para
criar espaços verdes, esquecendo-se quem assim atua de que as árvores são seres
vivos."

Por isso, entendem que "o papel que
as árvores desempenham é crucial para a qualidade de vida e, em última
instância, para a nossa sobrevivência, uma vez que captam carbono, regulam a
temperatura do meio envolvente e proporcionam locais de abrigo, de nidificação
e alimentação para inúmeras espécies de animais, nomeadamente aves e insetos
polinizadores", concluindo que "espaços
urbanos verdes (com árvores) são sinónimo de modernidade e desenvolvimento".