O presidente da Câmara Municipal
do Funchal (CMF), Pedro Calado, entregou hoje um apoio monetário a 50 famílias
carenciadas do concelho, destinado à aquisição de materiais de construção e/ ou
equipamentos domésticos para que estas possam no melhorar as suas condições de
habitabilidade.

Esta iniciativa está enquadrada no projecto ‘+Habitação’, desenvolvido
pela ASA-Associação de Desenvolvimento de Santo António, com o apoio do
executivo camarário.

Esta quinta-feira, na cerimónia que decorreu no salão nobre
da autarquia, foram atribuídos 80 mil euros, que integram uma verba total de
225 mil concedidos à ASA para a concretização deste projecto.

“Este apoio serve para adquirir material de construção e equipamentos
para reconstruírem as suas casas. São pessoas com carências económicas ou com
dificuldades económicas que pedem apoio à Junta de freguesia [de Santo António] e também à ASA e, mediante este programa, estamos a possibilitar a
estas famílias com poucos recursos fazerem a reabilitação das suas casas, o
apetrechamento de mobiliário e, enfim, de condições de habitabilidade”, vincou
Pedro Calado.

O autarca garantiu que o seu executivo está a “trabalhar em
várias áreas” – desde o apoio aos medicamente, aos materiais e manuais escolares, à
natalidade ou às bolsas de estudo” – para mitigar as assimetrias sociais, ainda
que reconheça que “famílias carenciadas há e vai continuar a existir”.

“Acho que é utópico dizer que vamos acabar com a pobreza (…).
São realidades que existem em todo o mundo. A Madeira não é diferente, temos é
de trabalhar para fazer chegar melhor estes apoios e ajudar mais quem precisa”,
sustentou o presidente CMF em declarações aos jornalistas.

Calado expressou também um desejo, em jeito de desafio
lançado ao presidente da direcção da ASA, Marcelo Gouveia: “Esgotar estes 225
mil euros e trazer mais projectos para apoiarmos com outros 225 mil euros”.

“Se no próximo ano puder passar este apoio para o
dobro, ficaria muito contente, porque estamos a apoiar famílias carenciadas e
necessitadas”, insistiu, acrescentando que este apoio se destina a “famílias
que trabalham” e que “justifiquem este apoio”.

“Nós não vamos entrar nesses ciclos de viciantes
de apoiar quem não quer trabalhar. Para isso não contem com a Câmara do Funchal”,
atirou.

O actual presidente da CMF lembrou ainda que “há
10 anos” que este programa ‘+Habitação’ não era implementado no Funchal.