Teve ontem lugar, na Casa do Povo de São Roque do Faial, o lançamento do 'CD:
Cantares de São Roque do Faial – Alma de um Povo'. O lançamento foi presidido por José Manuel Rodrigues, que salientou na ocasião o contributo deste registo musical enquanto "veículo de promoção" da Madeira.

“A gravação destas músicas em CD para além de ser uma forma
de preservar as nossas tradições musicais, é também um excelente veículo de
promoção da freguesia. Este CD é um exemplo que cultivamos a nossa
madeirensidade e levamos nossa região além-fronteiras", afirmou o residente da Assembleia Legislativa da Madeira, citado em nota de imprensa.

Por seu turno, Manuel Heliodoro de Freitas Dória, presidente
da direcção da Casa do povo de São Roque do Faial, salientou que “São Roque do
Faial é uma das seis freguesias do concelho de Santana, onde cada vez mais a
população vai diminuindo e, por conseguinte, vai sendo mais difícil manter as
características como comunidade".

Assim, e "de modo a preservar as nossas tradições e a nossa cultura", a Casa do Povo
através das suas várias valências, "vai fazendo uma recolha dos nossos usos e
costumes".

"Todos sabemos que quando morre um idoso perde-se uma 'biblioteca'. A
melhor forma de isso não acontecer é deixar registado as suas memórias e assim
preservar no tempo as memórias colectivas de um povo", sublinhou Manuel Heliodoro de Freitas Dória, acrescentando que "este foi um trabalho
inédito pelo facto de juntar num único CD uma quantidade de músicas de estilos
e características bem diferentes".

A gravação este CD de cantigas envolveu vários grupos
da instituição, que gravaram as músicas que caracterizam a freguesia.

“Neste CD
está a nossa identidade cultural, as nossas melhores raízes, as nossas
tradições, os nossos costumes, e é isso que nos distingue dos outros povos,
sendo esta a melhor forma de preservar no tempo e deixar memória futura de toda
a riqueza que a freguesia tem, elevar a nossa cultura pois é ela que distingue
os nossos povos”, reforça José Manuel Rodrigues.

“Este é um contributo decisivo para a
identidade da cultura regional seja reforçada, pois integra-se na cultural da
Região Autónoma da Madeira pois é importante para manter viva a nossa autonomia
e o nosso projeto de emancipação política”, remata o presidente do parlamento
regional.