“Porto Santo tem uma posição absolutamente
estratégica e primordial naquilo que é chamada a odisseia portuguesa dos mares
e, também, do conhecimento dos oceanos. A frase é de Francisco Clode, director de serviços de Património da Direção Regional da Cultura.
É inaugurado esta quarta-feira
pelo presidente do Governo Regional a remodelação do edifício da Baiana, no
qual vai ficar o museu dos “Descobrimentos Portugueses”.
Francisco Clode referiu que este
nono museu “é uma extensão do museu já existente, a Casa Colombo Museu do Porto
Santo, e agora com uma nova dimensão. Adiantou ao DIÁRIO que o “Porto Santo é
uma experiência de Portugal, numa ilha que estava desabitada, é uma primeira
experiência da ocupação de um território e é nesse lugar que se pode e deve
ensaiar o tema importante da história portuguesa que é a da nossa capacidade de
superação”.
Dentro do museu dos
descobrimentos portugueses é possível encontrar “peças expostas e que estão
relacionadas com essa ideia do encontro entre mundos, oceanos, tecnologias
indígenas interpretadas ao gosto de uma clientela que é era de outro
continente”, frisou Clode.
Francisco Clode lembra que é
muito “importante perceber que o mundo globalizado é um mundo que acontece no
renascimento, e acontece por causa dos portugueses”. “Fomos os primeiros a
levar para China a prata da América do Sul, foram os portugueses que começaram
a trazer as sedas para a Europa, portanto há uma circulação mundial de bens que
é a primeira vez que acontece”.
No que respeita ao edifício da
Casa Colombo museu do Porto Santo, vai estar “mais concentrado naturalmente naquilo
que é história local, a ideia da presença de Cristóvão Colombo e a sua relação
com a ilha”.
Quanto à recuperação e
remodelação do edifício, Francisco Clode diz que “de uma maneira geral é uma
mais-valia enorme para o centro do Porto Santo, porque a cidade precisa de projetos
desta grandeza”.
