“Fazendo uma retrospetiva dos
últimos três anos, o mundo tem sido fustigado com diversas circunstâncias
particulares que penalizam, em regra, os mais jovens. Uma pandemia, uma guerra
e uma inflação galopante têm marcado a vida das gerações mais jovens, pelo que
os movimentos cívicos que se tem vindo a formar devem merecer, por todos os
responsáveis políticos, atenção cuidado e respostas concretas”. A afirmação é de Bruno Melim, o líder da JSD/Madeira, que reuniu esta tarde com a Associação de Jovens Madeirenses Conectados
(AJMC).

A AJMC - fundada em 2021 e presidida por Claúdia Maciel - é uma associação
apartidária constituída por jovens madeirenses espalhados por diversos pontos
do globo que desenvolve diversas iniciativas, recorrendo a eventos on-line e
presenciais com intervenção pública através de podcasts, crónicas mensais e
actividades presenciais em diversas áreas como a empregabilidade, o
desenvolvimento sustentável e as temáticas relacionadas à Educação. Tem como
público-alvo os jovens universitários, tendo a sua principal base na comunidade
estudantil de Lisboa, Porto e Coimbra. Das iniciativas desenvolvidas pela referida
Associação destacam-se 'Avista o teu futuro' e o II edição do Encontro de Universitários
Madeirenses, este último que se realizará nos próximos dias 1 e 2 de Setembro
no Funchal.

Segundo o líder da JSD/Madeira a
função da juventude partidária que lidera passa por ouvir os “anseios da
Juventude” e dar-lhes uma “resolução prática” para que a “representação
juvenil, parlamentar e associativa” se reveja na actuação dos partidos políticos
e, através disso, reforce a participação política dos cidadãos”.

Para o efeito,
o também deputado à Assembleia Legislativa Regional lembrou a mais recente
proposta da JSD/Madeira - Estatuto do Estudante Deslocado Insular- chumbada na
Assembleia da República, como um exemplo da incoerência de alguns partidos
políticos.

“Não se pode andar a dizer que se ouve e preocupa com as pessoas,
mas quando existe uma oportunidade de dotar os jovens madeirenses de melhores
condições de vida, chumba-se uma coisa de impactos diminutos para o orçamento
da República, mas que faria a diferença na vida dos jovens insulares”, argumenta Bruno Melim citado em nota de imprensa.

Outros aspectos focados na reunião entre as duas
entidades juvenis, prenderam-se com a necessidade de "proceder a um conjunto de
reformas na área da educação, transição digital e saúde que beneficiariam as
novas gerações nas suas diferentes áreas".

“Há uma consciência comum, entre os
mais jovens, sobre as reformas inadiáveis em diversas áreas e são por elas que
vamos lutar para continuar a fazer da Madeira uma terra de oportunidades”,
concluiu Bruno Melim.