“Quando temos um Partido
Socialista na República que, tendo toda a legitimidade e capacidade para tal e
gozando de maioria, continua a ignorar assuntos pendentes que se arrastam com a
Região, designadamente e apenas como exemplo no que toca ao Subsídio Social de
Mobilidade, ao Ferry, aos problemas de operacionalidade no Aeroporto da
Madeira, à falta de apoio aos lesados do Banif, é normal que este partido não
seja reconhecido nem tampouco se assuma como alternativa política junto dos
Madeirenses”, afirmou, hoje, a deputada Patrícia Dantas, criticando a postura
do Primeiro-Ministro e Secretário-geral do PS, António Costa, na sua recente
deslocação à Região.
Uma visita, que segundo
sublinha, “nada acrescentou nem serviu para falar da Madeira”. Segundo um comunicado enviado pelo PSD Madeira, a vinda de António Costa não "ajudou a esclarecer ou a anunciar qualquer solução para os problemas que o PS
insiste em ignorar e que tocam, diariamente, na vida de todos os madeirenses".
“Este PS, que diz gostar da
Madeira, é o mesmo PS que não paga os custos do Passe Sub-23 que continuam a
ser suportados pela Região, que não paga as despesas de saúde dos militares e
das forças de segurança que cumprem o seu serviço entre nós e que também não
paga ou se compromete a pagar as dívidas fiscais para as quais ainda na semana
passada foi alertado”, reforça a deputada social-democrata, acrescentando,
ainda, que este partido é também o mesmo que insiste em impor um Conselho de
Concertação Territorial que não respeita as Autonomias – já que equipara a
Região a uma mera autarquia – assim como é o mesmo que chumbou recentemente a
proposta, apresentada pelo PSD/Madeira, do Estatuto do Estudante Deslocado
Insular, para além de ser, também, o autor de um Pacote de Habitação que viola
e ultrapassa todos os limites da razoabilidade em democracia.
“Por tudo isto e por muito
mais, o PS não é reconhecido nem é alternativa para os Madeirenses”, frisou,
nesta oportunidade, Patrícia Dantas, criticando o silêncio do Primeiro-Ministro
António Costa quanto àquelas que são as suas responsabilidades para com a
Madeira, assim como, também, a postura dos deputados socialistas eleitos à
Assembleia da República, “que aqui fazem e atuam de uma maneira para, em
Lisboa, assumirem um comportamento distinto e votarem, não raras vezes, contra
a Região”.
Patrícia Dantas que, a
rematar, foi taxativa ao afirmar que aquilo que os madeirenses precisam e
merecem são "partidos que saibam lutar e encontrar as melhores soluções para os
seus problemas, algo que o PS, pelos vistos, se revela incapaz de cumprir".
