Luís Montenegro voltou a elogiar, esta quarta-feira, as
políticas públicas seguidas pelo Governo Regional da Madeira, nomeadamente nas áreas
da Saúde e da Educação.

À margem da visita à unidade de alojamento ‘Terra Bona’, na
Boaventura, o presidente do PDS nacional lamentou, pelo contrário, a postura seguida
pelo Governo nacional: “Eu olho para a Madeira e digo que a Escola pública vale
a pena, que a Saúde pública vale a pena, que é viável e consegue colocar-se ao
serviço de todos e olho para o continente e não vejo isso”, afirmou, felicitando
Miguel Albuquerque pela sua gestão.

A diversificação da economia foi outro aspecto realçado pelo
social-democrata, que nos últimos dias tem estado na Madeira e no Porto Santo,
no âmbito das jornadas ‘Sentir Portugal’. Tomando a Região como exemplo, Luís
Montenegro afirmou que “é isso que eu quero para Portugal”.

Este Governo é um Governo que confunde a política de habitação que cabe aos poderes públicos – feita de forma directa e como já vimos, durante os últimos dias, pelo Governo Regional da Madeira ou, de forma indirecta, através dos promotores privados – com uma outra actividade que é complementar à oferta hoteleira e que é o alojamento local.
— Luís Montenegro, presidente do PSD

Nas críticas à nova legislação que toca ao Alojamento Local,
Montenegro disse, criticando, que “agora que as pessoas estão a rentabilizar os
investimentos que fizeram, a recuperar edifícios, a apostar na requalificação e
em regenerar espaços urbanos e rurais, vem o Governo carregar com mais impostos
e restrições”.

Sobre a coligação do PSD-M com o CDS para as próximas Eleições
Legislativas Regionais, o presidente do PSD disse respeitar essa decisão e
concordar com ela, esperando e acreditando que o resultado irá espelhar o
reconhecimento do trabalho que foi feito pelo Governo de coligação.

Sobre o veto do Presidente da República ao diploma do
Governo sobre as progressões nas carreiras dos Professores, Luís Montenegro
afirmou, esta tarde, que tal “atesta, por um lado, a incapacidade e a
incompetência do Governo em dar uma solução credível, plausível e fundamentada
a este assunto e, por outro, dá-nos ainda mais vigor e mais força para fazermos
um apelo ao Dr. Antonio Costa de que, se não consegue resolver o problema, nos
dê os elementos, porque, ao menos nós, faremos uma tentativa”.

Para mim seria muito fácil dizer agora ao País e aos professores que daria todo o tempo de recuperação de um dia para outro, mas eu não sou defensor de uma governação irresponsável e, antes de mais, precisamos de ter os elementos necessários e fazer uma avaliação completa que resulte numa solução, porque eu não quero enganar os professores. Para enganar os professores já chegam estes oito anos do Partido Socialista.
— Luís Montenegro, presidente do PSD

Na ocasião, fez questão de reconhecer que a Madeira
encontrou uma solução para a progressão na carreira dos professores mais
rapidamente do que a República e que essa tem sido uma das razoes pelas quais a
política de recursos humanos na administração pública regional não tem os
mesmos problemas do que no continente.