Uma comitiva do CHEGA-Madeira visitou as
instalações da PrediClub, uma das agências imobiliárias de referência do
mercado madeirense, que se tem vindo a destacar pelos serviços que presta a
clientes regionais, nacionais e internacionais, assim como pelo papel social
que tem assumido, incluindo no apoio a várias instituições de cariz
humanitário.
A reunião, da qual deram nota de imprensa e que teve lugar na nova sede da empresa, localizada na antiga
Quinta Lido Sol, teve por finalidade aprofundar o conhecimento do partido sobre
as dinâmicas do mercado imobiliário regional, em especial os grandes desafios
que têm vindo a ser sentidos pelos cidadãos madeirenses nos processos de aluguer
ou aquisição de casa própria.
Durante a visita, Miguel Castro abordou com
os responsáveis da empresa várias questões relacionadas com o estado da
habitação na Madeira e no Porto Santo, recolhendo a opinião e o parecer de
profissionais que, todos os dias, são confrontados com a realidade do sector. Na
sequência das conversas tidas, o líder do CHEGA-Madeira e cabeça de lista às
eleições legislativas regionais teceu alguns comentários sobre a visita e os
temas discutidos.
“Esta empresa é uma de várias que estão envolvidas com a
realidade do mercado imobiliário, e, por isso, a visita foi extremamente
proveitosa porque permitiu colher opiniões de profissionais que se dedicam a
uma área que é, ao mesmo tempo, uma fonte relevante de receita para a Região,
mas também um tema de grande preocupação para muitos madeirenses, incluindo os
jovens que procuram a sua primeira habitação.”
Sobre o assunto, o líder do
CHEGA-Madeira começou por referir que, ao contrário de outros temas, a questão
da habitação é complexa e reveste-se de especial importância, não só por ser um
direito fundamental, mas também por estar associada aos temas do envelhecimento
da população e do planeamento familiar, pois não é possível aos cidadãos
criarem família e planearem a sua vida a longo prazo sem verem assegurado o seu
direito a uma habitação acessível, segura e digna. Para Miguel Castro,
“Associadas à questão da habitação estão outras questões que tocam em temas
fulcrais, tais como a pirâmide etária da nossa população, o rejuvenescimento
das nossas comunidades e o respeito pelos Direitos Humanos dos cidadãos, os
quais têm de ser imperativamente salvaguardados.”
Aprofundando o assunto, Miguel Castro
classifica como “inaceitável” que o governo regional, tal como o da República,
ainda não tenha desenvolvido esforços sérios no sentido de resolver os
bloqueios criados aos cidadãos da Madeira e do Porto Santo pelo estado atual do
mercado imobiliário.
“Não faz sentido nenhum que as pessoas que trabalham,
pagam os seus impostos e têm os salários que este país lhes paga nem possam
sonhar com casa própria, tal como não faz sentido nenhum que os jovens casais
vejam a sua vida familiar adiada por causa das condições injustas que são
exigidas pela banca. É preciso resolver este assunto com inteligência,
encontrando soluções que sirvam os cidadãos, primeiro e acima de tudo, e também
permitam à Região proteger uma importante fonte de receita.”
Face a esta situação, Miguel Castro observa
que não é suficiente apontar o dedo ao funcionamento do mercado e urge as
lideranças políticas a exigirem uma atitude diferente da banca e a reverem as
condições salarias praticadas em todo o país.
“Não bastam afirmações pontuais de
preocupação. É preciso empenho e seriedade. Por exemplo, a banca desempenha um
papel central neste processo e tem a obrigação de rever as desumanas exigências
que estão a fazer a quem quer comprar casa, pois não podem estar a registar
lucros diários de milhões, ao mesmo tempo que dificultam a vida daqueles que
lhes pagam os resgastes quando as coisas correm mal. A juntar a isto, é mais que tempo de rever as
condições salariais dos trabalhadores. Neste momento, somos uma terra de baixos
salários, onde a pobreza prolifera. Os níveis salariais têm de ser revistos,
quer no público, quer no privado, pois as pessoas têm de ganhar mais. Neste
momento, milhares só trabalham para pagar contas, e, muitas vezes, nem para
isso o salário chega. Temos de mudar o paradigma instalado em matérias de
vencimentos e dar aos trabalhadores e às famílias meios para terem melhores
condições de vida.”
A concluir, Miguel Castro critica o executivo de
Miguel Albuquerque pelo que entende ser a sua “falta de interesse” em resolver
um assunto que tanto penaliza os cidadãos. “Por muito que fale de António Costa
e do governo da República, o PSD tem tido a mesma postura, na Madeira, que o PS
tem no continente. Não há ideias, não plano, não há ação, mas passividade e a
gasta desculpa que é ‘o mercado a funcionar’. As populações merecem mais do que
uma liderança de desculpas, que só se interessa em ajudar os que se enriquecem
aos milhões, enquanto aqueles que trabalham de sol a sol nem uma casa digna se
conseguem comprar.”
