Dos benefícios fiscais à
mobilidade, da economia à educação ou à saúde, são várias as medidas que se
destacam da iniciativa ‘Compromisso 2030’, do PSD-Madeira, cujo relatório final
foi hoje apresentado publicamente por Miguel Albuquerque.

Aproveitando a passagem pela
Madeira do líder nacional do PSD, Luís Montenegro, o presidente dos social-democratas
madeirenses deu a conhecer o resultado do trabalho de auscultação da sociedade
civil e dos quadros do próprio partido, ao longo dos últimos 10 meses.

Sobressaem desse conjunto de medidas,
que, conforme notou, deverão ser a base para a definição das propostas do
programa de governo a sufragar a 24 de Setembro, tal como o DIÁRIO já deu conta na sua edição impressa de hoje, as muitas exigências e
reivindicações feitas ao Estado, nomeadamente no que toca aos sobrecustos da Educação
ou da Saúde.

Conforme notou, o Estado, “à luz
da Constituição, não está isento de exercer na Região as suas funções sociais". Antes pelo contrário, Albuquerque enfatizou que Lisboa "tem de assumir e cumprir as suas obrigações constitucionais na saúde, na
educação e no social”, não esquecendo, nessa lista os instrumentos de natureza fiscal adequados, onde se inclui a co-gestão do seu espaço marítimo.

Foi perante uma sala cheia, onde não faltaram vários
secretários e directores regionais, alguns presidentes de Câmara ou de Junta, bem
como muitas figuras cimeiras da máquina laranja, mas também os coordenadores
das áreas destacadas e trabalhadas no âmbito do ‘Compromisso 2030’, que o presidente do partido disse contar com todos para melhor decidir o caminho a seguir.

Pelo meio, ainda houve tempo para vaticinar a vitória do PSD a nível
nacional, com Luís Montenegro a ser apontado como futuro primeiro-ministro de Portugal.

Antes de Miguel Albuquerque foi Jaime Filipe Ramos quem usou da palavra, numa cerimónia que começou com algum atrasado, dada a agenda preenchida dos últimos dias, ditada pela presença de Luís Montenegro na Madeira.

Na ocasião, o líder da bancada parlamentar do PSD-Madeira destacou o “desafio e visão” deste projecto, que revela a abertura do
partido à sociedade e valoriza a participação de todos. Ouvir a sociedade civil é, disse, “uma obrigação”, mas também “uma necessidade
constante” para “quem quer governar bem”, pois só assim será capaz de encontrar “as melhores soluções”.

Jaime Filipe Ramos, que espera que o momento de visita de Montenegro “seja inspirador para uma caminhada vitoriosa a nível nacional”, deixou claro que o 'Compomisso 2030' é uma “excelente base de trabalho” para as prioridades
legislativas e executivas, pelo que considera ser um “excelente ponto de partida para os próximos quatro
anos e muito mais” e um “excelente guião para quem quer governar bem a Madeira e o
Porto Santo”.