Depois
de uma casa cheia na tarde de ontem no Teatro Municipal Baltazar Dias, a sessão agendada para as 18 horas de
hoje, da Companhia Nacional de Bailado encontra-se oficialmente esgotada.
Após a última vez que actuou no Funchal, há 19 anos, a Companhia Nacional de Bailado
apresentou uma programa que espelha as diferentes tonalidades e estéticas da
dança contemporânea. A principal casa da dança nacional passou pelo Funchal no
âmbito de uma digressão, a decorrer entre os meses de Junho e Julho, que marca
simbolicamente o fim da presente temporada.
Após
a sessão no Funchal, a Companhia termina a temporada de 2022/2023 em Madrid, na
próxima semana.
"Sob a
forma de diálogo e encontro, a Companhia Nacional de Bailado juntou neste
programa dois coreógrafos que, com abordagens e ambientes distintos, propõem
obras que trabalham sobre o colectivo. Ao passo de 'Symphony of sorore', do
coreógrafo e primeiro bailarino da Companhia, Miguel Ramalho, se desenvolve num
ambiente denso e soturno, no qual o coletivo revela ser as força de superação
dos caminhos, por vezes tortuosos, da humanidade, 'Cantata', do italiano Mauro
Bigonzetti, reflecte tradições populares e musicais italianas, numa espécie de
festa comunitária, onde a música é o elemento inspirador, que contagia
bailarinos e público", explica a organização.
A
apresentação da Companhia Nacional de Bailado acontece no âmbito do Ciclo de
Arte Contemporânea da Madeira, uma actividade inserida no 'INSUL´Arts', um projecto
financiado através do Programa Cultura do EEAGrants Portugal / Connecting Dots
– Mobilidade Artística e Desenvolvimento de Públicos gerido pela Direcção-Geral
das Artes como parceiro do programa.

