O grupo de oposição israelita Irmãos de Armas anunciou no sábado que
mais 10 mil reservistas deixarão de prestar serviço voluntário em protesto
contra a reforma judicial promovida pelo primeiro-ministro e cuja primeira lei
poderá ser aprovada esta segunda-feira.

O anúncio foi feito pelo grupo da oposição Irmãos de Armas numa
conferência de imprensa realizada nos arredores de Telavive, segundo o jornal
'The Times of Israel'.

A maioria dos israelitas que completam o serviço militar nacional
obrigatório são obrigados a participar do serviço de reserva, mas é comum que
aqueles que serviram em unidades especiais, incluindo pilotos, se ofereçam para
continuar, desempenhando as mesmas funções que tinham quando estavam na
reserva.

Os 10 mil militares juntam-se aos 1.100 reservistas da Força Aérea
de Israel, entre os quais 400 pilotos, que anunciaram por carta na sexta-feira
a suspensão do serviço voluntário.

Os militares protestam contra a intenção da coligação
governamental de avançar unilateralmente com a reforma do sistema judiciário,
que reforça os poderes do sistema político.

Ao mesmo tempo, mais de 200.000 pessoas manifestaram-se hoje nas
principais cidades israelitas para exigir que o primeiro-ministro, Benjamin
Netanyahu, suspenda a tramitação da polémica reforma judicial.

Cerca de 85.000 pessoas reuniram-se em frente ao parlamento
israelita, após uma marcha de quatro dias de Telavive, de acordo com dados
publicados pelo 'The Times of Israel' e preparados pela Crowd Solutions.

O primeiro-ministro israelita reuniu-se com os deputados da
coligação e sublinhou a posição anterior: se não for alcançado um acordo
consensual com a oposição, esta segunda-feira será aprovada a primeira lei de
reforma judicial conforme previsto, o que limita a capacidade dos tribunais
para restringir, questionar e impugnar as iniciativas e decisões do poder
executivo, segundo o Canal 12.