O CHEGA-Madeira marcou presença na tradicional Festa da
Lapa, um evento integrado no calendário cultural na Região Autónoma da Madeira
e que tem lugar na freguesia do Paul do Mar, no concelho da Calheta.
Miguel Castro, presidente
do partido e cabeça-de-lista às eleições legislativas, destacou algumas das
questões cruciais que estão a afectar a população madeirense e portosantense,
conferindo especial destaque ao aumento da pobreza e das assimetrias sociais.
Segundo Miguel Castro, é preocupante e reprovável que os
enormes lucros que certos grupos económicos têm vindo a apresentar e que são do
total conhecimento do público não estejam a resultar no aumento da qualidade de
vida da população.
É sempre positivo quando
empresas que operam na Região anunciam grandes lucros. O que não é nada
positivo e até merece a nossa reprovação é o facto desses mesmos lucros, que
são gerados com o trabalho e com o sacrifício dos madeirenses e portosantenses,
não estejam a resultar na melhoria da qualidade de vida e das condições
económicas das famílias desta terra. Aliás, o que vemos é um fosso cada vez
maior entre os que beneficiam da riqueza e os muitos que não têm acesso a
serviços básicos de qualidade, a oportunidades de emprego dignas e à
possibilidade de olhar para o futuro com confiança".
O líder do CHEGA-Madeira também ressalvou a necessidade
urgente de políticas públicas mais inclusivas, capazes de garantir uma resposta
mais efectiva no combate à desigualdade e de assegurar que o desenvolvimento
económico beneficia todos os estratos sociais.
Os nossos
líderes políticos falam de uma Região rica e fazem questão de pregar em eventos
como este e tantos outros que a Madeira e o Porto Santo são exemplos de
prosperidade para o país. Se assim é, então porque é que quase oitenta mil
cidadãos vivem na pobreza? Então porque é que mais de uma centena de pessoas
estão a viver nas ruas? Então porque é que aqueles que trabalham vivem com cada
vez menos e não conseguem fazer frente às exigências do dia-a-dia? Então porque
é que tantos pensionistas estão a sobreviver com reformas miseráveis? O Governo
não tem respostas para estas e tantas outras questões, o que é vergonhoso".
O presidente do CHEGA-Madeira sugere ao Governo Regional que adopte outra postura perante os problemas da Região.
Em vez de andarem sempre em campanha política e a vender às populações uma
realidade que não existem, o presidente e os secretários deveriam ser um pouco
mais humildes, andar mais nas ruas, ouvir mais as pessoas e perceber o que
estão a sentir e a passar. A política séria e de verdade só se faz com
humanismo e proximidade. É pena que este governo ainda não tenha percebido isso
e apenas se interesse em governar para a publicidade e para os amigos, a quem
tanto gosta de beneficiar, fazendo tábua-rasa da causa pública e do bem comum".

