Num discurso emotivo na Casa da Madeira em São Paulo, o presidente
da Assembleia Legislativa da Madeira agradeceu às comunidades emigrantes, em
particular àqueles presentes, “pelo que fazem em nome da Madeira, pelas nossas tradições,
costumes, cultura”.
Dizem que os homens não choram, mas hoje apeteceu-me
chorar quando cheguei à Casa da Madeira em São Paulo, porque aqui, em São Paulo,
nas nossas comunidades emigrantes, nós sentimos o orgulho do que é ser
madeirense. Vocês que há muitos anos saíram da madeira, vingaram na vida, souberam
integrar-se nesta cidade, neste estado, no Brasil, e honraram o nome daquele
ponto a meio do Atlântico, que é a nossa querida Madeira.
Aos presentes, José Manuel Rodrigues levou palavras de
apreço dos 47 deputados da Assembleia Legislativa da Madeira, do presidente do Governo
Regional e do presidente da Câmara Municipal do Funchal.
Devo dizer que esse orgulho de ser madeirense, que devemos
cultivar, sente-se sobretudo quando visitamos as nossas comunidades emigrantes.
Hoje vi aqui o que é ser madeirense, o que é ter raízes, memória, identidade madeirense
e foi isso que nos deu força para que, após o 25 de Abril, tivéssemos lutado
para ter a nossa autonomia, para que hoje a Madeira possa ter um governo próprio
e um parlamento próprio.
José Manuel Rodrigues, que foi ao Brasil com o intuito de
estreitar laços entre a Madeira e os madeirenses naquele país, fez questão de
garantir: “A Madeira recebe-vos sempre de braços abertos.” Fez questão de
relevar o bom momento económico por que passa a Região, focando os números do
turismo, das empresas ligadas à tecnologia e ao imobiliário. “Em termos
económicos, estamos bem”, garantiu.
O presidente do Parlamento Regional revelou, ainda, que: “Há
muitos anos que luto por uma coisa que ainda não consegui, que é um dia os madeirenses
que estão fora da Madeira poderem eleger deputados para o nosso parlamento,
porque devem ter direito a votar para eleger esses mesmos deputados.” Garantiu
que continuará a lutar para que isso possa vir a acontecer.
Oiça, na totalidade, o discurso de José Manuel Rodrigues, na Casa da Madeira em São Paulo:





