“Há oito anos que insistimos
na melhoria das instalações da PSP na Região e, na verdade, por mais promessas
que o Governo da República faça, por mais datas que anuncie ou por mais
propaganda que use, ainda estamos longe de vermos as obras avançar no terreno”
afirmou, hoje, a deputada Sara Madruga da Costa, na audição ao Ministro da
Administração Interna que teve lugar na Assembleia da República, numa
oportunidade em que fez questão de questionar o porquê dos atrasos recorrentes
neste dossiê, tanto mais atendendo à urgência do mesmo.

“Todos os dias assistimos a
projectos de execução e de arquitetura que são alterados, a concursos que são
alterados, a adiamentos atrás de adiamentos e ainda esta semana voltamos a
assistir a um novo revês no processo da Esquadra da PSP da Ponta do Sol, o que,
de facto, acaba por ser incompreensível tanto mais quando estão em causa
intervenções urgentes que há muito deviam ser tidas como prioritárias para o
Governo Português”
— Sara Madruga da Costa.

A deputada questionou o ponto da situação das
obras nas Esquadras da PSP do Porto Santo, da Calheta e de Machico e, também,
de Santa Cruz, tendo interrogado, neste último caso, se foi ou não assinado o
contrato interadministrativo com o município.

Sara Madruga da Costa que,
ainda a este propósito, assumiu ser "inadmissível" que se trate um dossiê desta
natureza – que visa a criação de melhores condições de trabalho às forças de
segurança para que, desta forma, também estas possam melhorar e reforçar, progressivamente,
o serviço que prestam aos cidadãos – com tamanha irresponsabilidade. “Não há
razão que justifique tantos lapsos, tantos erros e tantas retificações por
parte do Governo da República nestes procedimentos concursais, atrasando-os
significativamente no seu arranque e conclusão”, sublinhou.

“Será que o Governo
socialista nem consegue ter a capacidade para instruir e lançar corretamente
procedimentos simples de concursos para a construção das Esquadras?”
— Sara Madruga da Costa.

Refira-se que, ainda no decorrer
da sua intervenção, a deputada questionou, também, o Ministro da Administração
Interna sobre “a gritante falta de efectivos e de meios do SEF na Madeira”,
apelando a que, de uma vez por todas, sejam colmatadas as falhas de serviço que
se agravam a cada dia, neste serviço.