A Praça do Povo recebe amanhã, sábado, um concerto sempre especial, pois "tal como já é tradição, no âmbito das comemorações do dia 1 de Julho, 'Dia da Região Autónoma da Madeira e das Comunidades Madeirenses', por
iniciativa do Governo Regional", será protagonizado pela
Orquestra Clássica da Madeira (OCM) com o convidado especial Luís Represas, sob a
direção do maestro madeirense Luís Andrade. O concerto começas pelas 21h30 e é de acesso livre.

"A
Orquestra Clássica da Madeira sente-se sempre reconhecida por participar neste
dia porque é graças à Autonomia que a Orquestra cresceu, se profissionalizou e
desde 2021 passou a ter melhores condições para proporcionar a estabilidade a
todos quantos dela fazem parte e dessa forma dignificar a classe dos artistas,
que durante anos contribuem para a elevação da Cultura na Região", recorda uma nota do director artístico da OCM,
Norberto Gomes. "Por todo o
apoio que tem recebido e pelo futuro que se perspetiva, a Orquestra realiza
este concerto como um gesto de gratidão à Região, pelo apoio regular que lhe é
atribuído através da Secretaria Regional de Educação, Ciência e Tecnologia, e
ao público pelo carinho e orgulho que em todas as ocasiões manifesta pela sua
Orquestra", justifica.

Este concerto comemorativo, acrescenta, representa
para a OCM "o reflexo do espírito e do orgulho da
nossa Região e um reconhecimento por todos quantos a dignificaram, cabendo a
cada um de nós a responsabilidade de darmos continuidade a esse legado".

Este
será, pois, "um concerto especial com um convidado, igualmente muito especial", acredita, referindo-se a Luís Represas que "irá subir ao palco com o pianista Miguel Núñez
onde será acompanhado pela Orquestra Clássica da Madeira, sob a batuta do
maestro Luís Andrade".

Luís
Represas é "considerado um dos principais nomes do panorama musical português,
conta com uma carreira de cerca de 47 anos", lembra. "Numa entrevista em Abril de 2019, o
músico afirmou cantar com prazer e imensa alegria. Quando jovem o seu sonho era
ser médico, só que a música sempre esteve muito próxima, com o seu pai a fazer
toda a sua carreira na então Emissora Nacional e com o seu irmão mais velho a
estudar música no Conservatório, ao mesmo tempo que tirava Medicina. O Luís com
o seu irmão mais novo, João Nuno, começaram também, talvez por essas
influências, a tocar. O Luís recorda que num Natal lhe deixaram 500 escudos “no
sapatinho” com os quais comprou uma guitarra e um livro de acordes por onde
começou a estudar e foi com naturalidade que se foi juntando ao seu irmão e a
outros colegas de liceu, que através de pequenos grupos, passaram a tocar apenas
por diversão", resume.

O artista irá actuar com Miguel Núñez, "reconhecido
pianista, compositor, arranjador, produtor e diretor musical cubano" e que, "na
atualidade, é considerado um dos pianistas mais reputados e versáteis" daquele pás da América Central-Caraíbas. "Com mais de duas décadas de experiência, Miguel (ou Miguelito como é conhecido)
cativou o público em todo o mundo com as suas performances dinâmicas e
interpretações apaixonadas da música cubana e latino-americana. Nascido e
criado em Havana, a paixão de Miguel Núñez pela música começou ainda muito
jovem, tendo realizado os seus estudos no prestigiado Conservatório Amadeo
Roldan antes de embarcar numa carreira de sucesso como pianista profissional.
Ao longo da sua carreira, Miguel colaborou com alguns dos nomes mais
respeitados do mundo musical e atuou em algumas das mais prestigiadas salas de
concerto e festivais do mundo. Miguel é conhecido pela sua mistura única de
estilos clássicos e contemporâneos e sua capacidade de infundir a sua música
com os ritmos e melodias de Cuba e da América Latina", apresenta.

Por fim, a OCM entrega a batuta ao maestro Luís Andrade, que "ao longo da sua carreira participou em diversos
festivais a nível internacional e colaborou com várias orquestras europeias
como violoncelista, a solo e como maestro. Atualmente integra a The Symphony
Orchestra, na Holanda".

Norberto Gomes recorda que "foi precisamente há cinco anos, no dia 1 de Julho de 2018, que a Orquestra Clássica da Madeira foi reconhecida com a 'Insígnia Autonómica de Distinção' por Sua Excelência o Presidente do Governo
Regional da Madeira, Dr. Miguel Albuquerque; e no âmbito dessas comemorações,
que decorreram na Ilha do Porto Santo, a Orquestra Clássica atuou com Luís
Represas", actuação que agora repete para o público com "alguns dos
temas mais célebres da sua carreira, tais como '125 Azul', 'Feiticeira', 'Foi como
foi', 'Hora do Lobo', 'Mariana', 'Pessoas Felizes', 'Próxima vez', 'Quando me perco', 'Sagres' e 'Timor'", lista.