Rui Fontes mostra-se satisfeito com a aprovação do Plano
Estratégico apresentado pela sua direcção para o futuro próximo do Marítimo, mas garante que isso
“significa mais responsabilidade para esta direcção”. “Agora já podemos
trabalhar com mais tranquilidade em relação a aquisições de jogadores. Mas é
uma tranquilidade que não permite errar. Temos de trabalhar muito bem, porque os
sócios não dão mais votos de confiança se nós desiludirmos novamente”, referiu
o presidente do clube e da SAD verde-rubras, esta noite, após a Assembleia Geral Extraordinária, que decorreu em Santo António.

“Agora vamos analisar as propostas que já temos e vamos dar indicações
para que isso avance o mais rapidamente possível. O Marítimo precisa
imediatamente de uma equipa de futebol forte e só com investimento é que se pode
fazer isso. Até 17,5 milhões de euros é a entrada de capital, não significa que seja
tudo para jogadores. Sei mais ou menos quanto é que custam os jogadores que
interessam. Um bom central pode custar 500 mil euros. Foi um exemplo que dei”,
acrescentou Rui Fontes.

O presidente verde-rubro esclarece. “Quem vai gerir o
dinheiro que entrar? Se entra na SAD do Marítimo, é a SAD do Marítimo que vai
gerir esse dinheiro. Neste momento fomos autorizados a negociar, depois vamos
trazer o resultado das negociações para uma Assembleia Geral e aí vamos saber
quais são as exigências dos investidores”.

"Ainda bem que isto aconteceu, porque estava muito preocupado se não conseguíssemos esta maioria. Se apresentava a demissão se não fosse aprovado? Quem é que fica num clube sem condições para trabalhar. Não vale a pena".