Foi na visita à Escola Básica do
1º Ciclo da Cruz de Carvalho que Jorge Carvalho, acompanhado de Miguel
Albuquerque, deu conta de que as 62 escolas públicas do 1.º ciclo da Região já
receberam equipamentos informáticos que garantem o acesso mais facilitado de
todos os alunos às novas tecnologias.

No caso deste estabelecimento de
ensino na cidade do Funchal, conforme notou o secretário regional de Educação,
Ciência e Tecnologia, foram entregues 14 ‘surfaces’, naquele que diz ser mais
um passo na implementação progressiva do Plano Estratégico para a Inovação
Educacional nas escolas da Região, ainda que o investimento de meio milhão de euros seja proveniente do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

A par de Jorge Carvalho, também o director da escola reconhece os benefícios destes novos equipamentos, que deixam de estar alocados a uma única sala de aula e passam a ser usados pelos alunos nas diferentes aulas curriculares, nas suas salas de aula, desde que devidamente solicitados pelos professores para esse fim, "o que facilita, de certa forma, na parte do currículo e nas actividades de desenvolvimento curricular".

Rogério Queirós elogia a chamada 'sala do futuro', realçando que estes equipamentos "permitem aos alunos desenvolver actividades com recurso à tecnologia", neste caso os 'surfaces', que mais não são do que tablets com sistema operativo de Windows com teclado acoplado, que "facilita bastante" a realização de algumas actividades.

No caso da sua escola, há cerca de quatro anos que este estabelecimento de ensino já desenvolve um projecto com recurso a tablets, sendo que actualmente são cerca de 140 os alunos que têm acesso aos equipamentos. Além dos 14 'surfaces', a Escola Básica do 1º Ciclo da Cruz de Carvalho tem outros 20 'chromebook', no âmbito de um projecto que têm com uma entidade estrangeira e outros 20 tablets adquiridos pela escola em parecia com a Junta de Freguesia de São Pedro.

"A utilização da tecnologia no 1.º ciclo deve ser contida e não integrada na totalidade", defebde Rogério Queirós, que realça a sua concordância com o que diz ser um "sistema híbrido", deixando a nota de que "naquilo que nós usamos a tecnologia, funciona e funciona bem". Na sua análise, "as crianças ficam mais motivadas" e "não ficam distraídas nas tarefas" propostas. O director da escola acredita, contudo, que a dipensa dos manuais ou do caderno "poderá ser um grande problema".