Depois das críticas do presidente da Câmara de Santa Cruz, Filipe Sousa, que acusou a secretária regional do Ambiente e das Alterações Climáticas, Susana Prada, de mentir sobre a gestão de água potável no município de Santa Cruz, e da Secretaria do Ambiente ter contra-atacado o autarca, acusando-o de desconhecimento em relação à realidade santa-cruzense, eis que Miguel Alves, vereador com o pelouro das águas e saneamento da Câmara de Santa Cruz, volta ao assunto para criticar a governante.

Perante tamanha desfaçatez e
devido respeito que nutro pela Sra. Secretária do Ambiente, venho dizer o
seguinte: É no mínimo surreal a afirmação
de que o Presidente da Câmara de Santa Cruz “Filipe Sousa desconhece a
realidade de Santa Cruz”. Ninguém de bom sendo e digno de crédito
acredita que o Presidente da Câmara de Santa Cruz não conhece o seu Concelho. O mesmo não se poderá nem tão
pouco se deverá dizer relativamente a outros ex-presidentes de Câmara e já
agora da Sra. Secretária, pelos vistos.
— Miguel Alves, vereador com o pelouro das águas e saneamento da Câmara de Santa Cruz

Miguel Alves diz que “contra factos não há argumentos”, logo, não pode haver outros factos nem outros
argumentos ao sabor da opinião de cada um: "A não ser que haja má-fé, o que não
quero acreditar, de todo, ou não passe de uma atitude de grande desonestidade
política ou mesmo intelectual".

Ora, a Sra. Secretária Susana
Prada, com o devido respeito, replicou aquela notícia, com o argumento de ter
enviado ao Município de Santa Cruz um ofício datado de 9 de maio último, no
qual alertava e passo a citar: “o volume de água fornecida pelas Águas e
Resíduos da Madeira (ARM) aos reservatórios da CMSC haviam registado em 2023 um
aumento significativo na ordem dos 13%”. Esta situação inédita, foi
prontamente corrigida e deveu-se a um aglomerado simultâneo de derrames
ocorridos em grande parte da Freguesia da Camacha, tendo a população ficado sem
água por muito pouco tempo, uma vez que os serviços camarários com a ajuda
incansável dos nossos Bombeiros Sapadores não tiveram mãos a medir, dia e noite.
— Miguel Alves, vereador com o pelouro das águas e saneamento da Câmara de Santa Cruz

O responsável acusa Susana Prada de tentar, de "forma
habilidosa", confundir a “árvore com a floresta”, dado que "o único facto que
aponta na sua diminuta resposta é o aproveitamento pontual ocorrido na Camacha: "Como referi, querendo justificar o injustificável, ou seja, acrescenta um
ingrediente, a demagogia, ao bolo de mentiras".

Digo mentiras porque em lado algum
refutou os factos e números indicados, o que significa tão somente que a
veracidade dos factos continua a estar deste lado. Este Executivo sempre pautou
por falar a verdade e assumir nas mais diversas situações, quando estas não lhe
são mais favoráveis, sem medo.
— Miguel Alves, vereador com o pelouro das águas e saneamento da Câmara de Santa Cruz

E deixa uma garantia: "Não são com estas
artimanhas e mentiras que Santa Cruz irá ceder aos propósitos do Governo e
entregar de mão beijada a gestão das águas e resíduos em baixa à ARM".

Lamenta-se profundamente que a
Sra. Secretária utilize a água como arma de arremesso no combate político, pois
bem sabe que Santa Cruz já fez mais desde outubro de 2013 que toda a anterior
gestão PSD. Só a título de exemplo o
Executivo Camarário vai investir muito brevemente nas cinco Freguesias do
Concelho que o Sr. Presidente Filipe Sousa conhece muito mal a quantia de €
2.021.000,00 (dois milhões e vinte e um mil euros) nas áreas das águas e
saneamento e isto com fundos próprios que o Governo teima em não apoiar o
Município de Santa Cruz e seus Munícipes.
— Miguel Alves, vereador com o pelouro das águas e saneamento da Câmara de Santa Cruz

Aproveitou ainda para referir que sobre os 15 milhões de euros que o
Governo Regional pretende investir no concelho numa construção para garantir
o fornecimento de água aos agricultores, "poderia aquela verba ser utilizada no
combate a todas as perdas do concelho e com a finalização desta importante
obra, sobraria sem margem para dúvidas, água de fartura para os agricultores
que há anos padecem de falta da mesma; ou seja; matávamos dois coelhos com um
só tiro".