O secretário regional de Economia da Madeira, Rui Barreto, defendeu esta quarta-feira, 24 de Maio, que o papel dos governos deve ser apoiar o investimento e a criação de riqueza.
À margem da cerimónia de assinatura de um protocolo comercial entre a Caixa Agrícola (CA) e a Madeira Parques Empresariais (MPE), que prevê benefícios no acesso ao financiamento bancário aos projectos de desenvolvimento dos 12 Parques Empresariais da Região, o governante reforçou a posição do Governo Regional em reforçar o crescimento económico da Região Autónoma da Madeira.
"Os governos devem ter uma orientação política: não atrapalhar os negócios, não atrapalhar quem quer investir!," defendeu.
Em declarações aos jornalistas locais, o tutelar da pasta da Economia sustentou que "o governo deve criar as condições, criar os instrumentos e
dirigir orientações para que haja investimento, para que se crie riqueza e para
que haja postos de trabalhos".
"Empresas mais robustas também podem remunerar
mais os seus trabalhadores", disparou.
Sobre o protocolo firmado, Rui Barreto salientou "a conjugação de vontades entre a instituição da
Madeira Parques Empresarias e a Caixa Agrícola", apontando que a instituição bancária "acredita na economia da
Madeira, acredita nos empresários da Madeira, acredita no futuro da Madeira e quer
contribuir positivamente para se tornar uma instituição mais competitiva, apoiando
de uma forma mais próxima os investimentos".
Gonçalo Pimenta, presidente do conselho de administração da Madeira Parques Empresariais, explicou que o protocolo vem "mitigar a subida das taxas de juro que são também penalizadoras para os custos de financiamento das empresas", no sentido em que permite "diminuir o
spread, a margem comercial do banco".
O responsável reafirmou ainda uma das estratégias da MPE, a de dinamizar a costa norte da ilha da Madeira, com recurso a acordos com os municípios para a diminuição e a isenção do pagamento de impostos patrimoniais para as empresas que queiram se fixar nos parques empresariais daquela zona da ilha.
Criamos um plano de dinamização para a costa norte que visa essencialmente a diminuição e a isenção do pagamento de impostos patrimoniais. Esse plano está a ser implementado nos municípios de Santana e São vicente, solicitamos também ao município do Porto Moniz que o fizesse. Quem comprar um lote num parque empresarial da costa norte deixará de pagar os 6,5% do IMT.
