O problema com a aquisição das vacinas que fazem parte dos Planos
Nacional e Regional de Vacinação, cujo financiamento é assegurado pelo Governo
da República, já estará ultrapassado. A garantia foi dada esta terça-feira pelo
ministro da Saúde.

Manuel Pizarro, sem adiantar muito mais do que já havia sido
apontado ao DIÁRIO, no passado domingo, pelos Serviços Partilhados do
Ministério da Saúde (SPMS), entidade que tem à sua responsabilidade as áreas de
compras e logística do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e dos órgãos e serviços
do Ministério da Saúde, assegurou que, nas próximas semanas, será concluído o
concurso que vai garantir "o abastecimento pleno" de vacinas.

Embora o governante tenha referido que o atraso de cerca de
seis meses no concurso que permitirá a compra não tenha originado a falta de
vacinas, o certo é que, na Madeira, a ruptura aconteceu mesmo, tal como
confirmou, ao DIÁRIO, o Serviço Regional de Saúde (SESARAM), quando confrontado
com a situação de alguns pais terem de pagar as vacinas que deviam ser
gratuitas, por fazerem parte dos planos nacional e regional.

Como o DIÁRIO deu conta, na edição impressa desta
segunda-feira, vários centros de saúde têm procedido ao adiamento da vacinação
de bebés com menos de um ano por não terem stock, por exemplo, da Prevenar 13,
uma vacina que é administrada em várias doses, custando cada uma delas cerca de
60 euros, quando adquirida sem receita.

Conforme referiu o SESARAM, a Madeira terá sido informada a
meados de Abril que o concurso estaria atrasado, sendo que, por esse motivo, os
serviços regionais avançaram com uma aquisição directa aos laboratórios, enquanto
o problema de Lisboa não era resolvido. Acontece que, tal como salientou a
empresa pública que gere a saúde regional, os constrangimentos sentidos no Aeroporto
da Madeira não facilitaram o processo.

Hoje, o ministro da Saúde afiançou que “não há falta de
vacinas no Serviço Nacional de Saúde (SNS), há é uma gestão mais prudente de
'stocks'. É verdade que as aquisições nos últimos meses têm sido feitas por
períodos mais curtos do que era habitual, e isso obriga a fazer uma gestão de
'stocks' prudente, mas não há falta de vacinas do plano nacional de
vacinas", disse, Manuel Pizarro quando questionado pelos jornalistas sobre
o problema.

Em causa esteve a autorização por parte do Ministério das
Finanças. “O que estamos a fazer é mesmo uma mudança na relação entre a Saúde e
as Finanças, e nunca tive ilusões de que este primeiro ano ia ser um ano com
muitas arestas para limar. Tenho expectativa de que nas próximas semanas também
tenhamos nessa matéria muitas notícias”, disse o ministro para justificar a
demora.